Declaração

Bolsonaro: “Estamos há dois anos e meio sem corrupção”, diz presidente sobre possíveis irregularidades na compra de vacinas

Segundo o presidente, uma vez que o governo não comprou doses da vacina Covaxin e nem fez o pagamento das reservas, não é possível afirmar desvios de recursos públicos.

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na quarta-feira, 7 julho, que existem pessoas “com interesse” no Ministério da Saúde, por causa de orçamento diário de R$ 550 milhões da Pasta. O orçamento atrairia pessoas com interesse de “entrar lá e fazer besteira”.

O presidente garantiu que seu governo não tem casos de corrupção. “Não compramos uma dose (da Covaxin), não pagamos um centavo. Estamos há dois anos e meio sem corrupção”, afirmou Bolsonaro à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Confira:

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Segundo Bolsonaro, uma vez que o governo não comprou doses da vacina Covaxin, contra a covid-19, nem fez o pagamento das reservas, não é possível afirmar que houve desvios de recursos públicos.

Na entrevista, Bolsonaro disse também que “nenhum lugar do Brasil recebeu vacina que não seja do governo federal”. A afirmação tem ligação com a briga política com o governo de São Paulo, Dória,  já que foi o primeiro Estado a aplicar a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, do Estado de São Paulo, primeira vacina contra a covid-19 a ser aplicada no País e que integra a lista de imunizantes do Plano Nacional de Vacinação.

Sobre o comportamento em entrevistas, Bolsonaro responsabilizou os profissionais por suas reações. “De vez enquanto eu dou uns coices mesmo. É lamentável o nível das pessoas que nos entrevistam.”

Voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a implementação do voto impresso.

“Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problema, porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse lado obviamente é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado. Nós queremos transparência. […] Havendo problemas, vamos recontar”, declarou Bolsonaro.

Na entrevista, o mandatário do país voltou a falar que irá apresentar provas de que o atual sistema eleitoral é passível de fraude e que venceu o pleito de 2018 em primeiro turno. Afirmou ainda que, em 2014, na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), o tucano foi o vencedor do pleito.

“Eles vão arranjar problemas para o ano que vem. Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problema, porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse lado obviamente é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado. Nós queremos transparência. […] Havendo problemas, vamos recontar”, declarou.

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