Garantia

Beneficiários da Tarifa Social não podem ter energia cortada por falta de pagamento mesmo com reajuste para bandeira vermelha de patamar 2

A Aneel decidiu prorrogar o benefício 14 dias antes de ajustar a tarifa, que ocorre em razão da intensidade da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu no dia 15 de junho, que vai prorrogar por mais três meses a proibição de corte de energia por inadimplência para os beneficiários da Tarifa Social. A informação foi repassada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica no país.

Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para esta faixa desses beneficiários até 30 de junho. Com a prorrogação aprovada, a proibição vai valer até o fim de setembro.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), não têm condições de pagar a sua conta.

Agência Brasil

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Aumento da tarifa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no dia 29 de junho, que o valor da tarifa da bandeira 2 vermelha será reajustado em 52%, para R$ 9,49 pelo consumo de 100 kw/hora. O preço até então era de R$ 6,24.

A bandeira tarifária em julho de 2021 será vermelha, patamar 2, em razão da intensidade da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), registrando condições hidrológicas desfavoráveis.

O novo valor a ser pago pelos consumidores foi definido após a atualização dos valores das bandeiras e deliberada pela Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Em junho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) estiveram entre as mais críticas do histórico. Julho inicia-se com mesma perspectiva hidrológica desfavorável, com os principais reservatórios do SIN em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano, o que sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e elevada necessidade de acionamento de recursos termelétricos.

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