Crise

Em carta, blogueiro bolsonarista declara guerra à ministra Damares Alves

Oswaldo Eustáquio se sente traído por Damares e atribui suas prisões à sua omissão.

O ex-aliado da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio declarou guerra à ministra. As informações foram reveladas pela revista Veja.

Eustáquio se sente traído por Damares e atribui suas prisões à sua omissão. O blogueiro bolsonarista tem usado a arma que antes usava contra opositores do governo para atacar a ministra: fake news.

Eustáquio acusa a ministra de acioná-lo para caluniar adversários dela e tem feito inconfidências de cunho íntimo para constrangê-la a lideranças evangélicas.

Em junho, ele enviou uma carta com suas confissões e supostas denúncias a trinta pessoas, entre eles alguns pastores.

O blogueiro confessa que produziu uma “reportagem negativa” a pedido da ministra, no início do governo, para caluniar o deputado Marco Feliciano.

O evangélico era cotado para assumir a pasta de Damares.

“Em dezembro de 2018, fiz uma reportagem negativa sobre o pastor Marco Feliciano e enviei o link direto no WhatsApp de Onyx Lorenzoni, no exato momento em que ele havia sido chamado no Centro Cultural do Banco do brasil (CCBB), local onde se localizava o escritório do governo de transição. Feliciano havia sido chamado, pois era um dos nomes ventilados, para ser o ministro dos Direitos Humanos (…) No  caminho entre o Legislativo e o CCBB, escrevi uma nota a pedido de Damares ‘queimando’ Feliciano, com informações que recebi dela, que depois descobri que poderiam ter sido manipuladas. Damares me ligou e me pediu para que eu escrevesse essa reportagem, me apresentou elementos e disse que seria importante ‘tirar Feliciano do caminho’. Hoje, sei que errei (…)”, diz trecho da carta.

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Na época, o deputado Marco Feliciano confirmou que o blogueiro pediu desculpas a ele.

“Como cristão, quando libero perdão, coloco o assunto no esquecimento”, diz.

Caso amoroso 

O capítulo mais baixo da carta foi incluído sob medida para gerar barulho entre a comunidade evangélica e pode transformar Damares na primeira bolsonarista vítima de fake news produzida dentro do próprio bolsonarismo.

Num determinado trecho, Eustáquio sustenta que o relacionamento entre Damares e um homem casado, o ex-assessor de parlamentares da bancada evangélica Humberto Lúcio Lima, teria destruído uma família e provocado a demissão neste ano de duas pessoas do ministério, logo após o jornalista começar a espalhar a fofoca. Uma das afastadas foi a filha de Lima, que teria ficado revoltada ao saber que o pai traía sua mãe com Damares.

Trata-se de uma garota de 20 anos que ocupava um cargo terceirizado de assistente administrativa no ministério. Eustáquio cita também o desligamento na pasta do advogado Paulo Fernando Melo. A VEJA, Melo disse que realmente tratou do assunto com a ministra.

“Obviamente, teve essa questão particular íntima, que para mim é totalmente irrelevante, e não deixou de causar um certo desconforto com ela. Mas eu não saí por causa desse episódio, e sim porque comecei a prestar serviços como advogado eleitoral do PTB”, explica.

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