Ataque

Co-deputada do PSOL relata atitude “racista e classista” de deputado durante sessão da Alepe

Parlamentar alega que ataque teria sido feito durante apreciação do PL que trata sobre a suspensão dos despejos de famílias durante a pandemia.

A co-deputada estadual Jô Cavalcanti, do PSOL, que integra o mandato coletivo da Juntas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), acursou o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) de ter cometido ataques classista e elitista durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Alepe, na última terça-feira, 29 de junho. 

“É bem difícil ser uma parlamentar que vem das classes mais baixas da sociedade e ser taxada como uma pessoa leiga e que não sabe o que está fazendo dentro do parlamento”, disse Jô.

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O ataque, ao qual a psolista se refere, teria sido feito durante apreciação do PL 1010/20, que trata sobre a suspensão dos despejos de famílias durante a pandemia.

“O projeto de lei é necessário para atender as demandas da população vulnerável, que passa fome e pode ficar sem um teto para viver e se proteger do vírus da Covid-19. O PL está na Casa há 14 meses, e foi debatido em inúmeras ocasiões”, afirma nota emitida pelas mandatas.
Para o deputado Feitosa as pessoas que estão protestando contra medidas de reintegração de posse estão sendo usadas “como massa de manobra” e que não precisam de moradia.
“Essas pessoas estão sendo usadas como massa de manobra, não estão sofrendo nada”, argumentou
O deputado falou ainda sobre o protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que, afirmou que iam invadir a casa de parlamentares. “Podem tentar invadir a minha casa, mas não vão encontrar ambiente muito fácil para isso, não. Mas, isso aí, a gente trata na lei e na ordem primeiro”.

Jô alega que os ataques do parlamentar têm sido recorrente e classificou como racista e classista.

“Não é a primeira vez que o deputado tenta rebaixar a gente (que é de classe baixa). Só pelo fato de ser da periferia não quer dizer que eu não saiba dos assuntos que estamos (Juntas) trabalhando. Essa atitude dele foi completamente racista e classista”, afirmou a co-deputada.
Em nota, a mandata das Juntas informou que “repudiam veementemente o tom, a acusação, e a tentativa de intimidação do deputado, que extrapola seu papel parlamentar para acompanhar a polícia numa investigação antidemocrática e descabida”.

O deputado Alberto Feitosa (PSC) garante que não foi machista, racista, muito menos classista. “Ela quer se colocar como vítima da situação… em momento algum eu agi dessa maneira”.

Entenda o caso  

Na última segunda-feira, 21 de junho, o MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizou uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE) ameaçando o deputado estadual, Alberto Feitosa (PSC), alegando que iria invadir a residência do Parlamentar, pelo fato do deputado estadual pedir vista de um projeto de lei de autoria das Juntas (PSOL).
Em relação às ameaças, o parlamentar afirmou que iria tomar providências.
“Esse ato não me mete medo, sou um militar da Reserva e um Parlamentar, mas antes de tudo sou um cidadão e estou preparado para defender a minha integridade física, a minha residência e em particular a integridade física da minha família”, pontua Alberto Feitosa.

Com a manobra, o deputado conseguiu suspender a tramitação do projeto e causou aborrecimento do MST, que acusou o movimento de agir de maneira “ilegal e violenta” e que “tentam impor a sua vontade e desta vez, realizando várias ameaças a um parlamentar”.

 “Sou cidadão da Lei e da Ordem e adotarei todas as providências. Solicitarei ao Presidente da Assembleia, Eriberto Medeiros, pedindo que faça a identificação dos participantes e que coloque a Procuradoria da ALEPE a nossa disposição para as representações necessárias. Também entrarei com pedido de investigação na Polícia Civil do Estado de Pernambuco, da mesma forma, uma representação no Ministério Público do Estado (MPPE)”.

O deputado estadual, Alberto Feitosa, vê que o Projeto de Lei é inconstitucional e que contraria o artigo 22, Inc. I, da Constituição Federal, que compete privativamente à União legislar sobre desapropriação.

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