Perdas

Brasil atinge a marca de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 e ministro Queiroga presta solidariedade aos familiares das vítimas

O responsável pela pasta da saúde publicou em rede social uma nota na qual lamenta a morte de meio milhão de pessoas acometidas pelo vírus no Brasil.

O ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, divulgou, por meio das redes sociais, uma nota na qual lamenta a morte de meio milhão de brasileiros por conta da Covid-19. A expressiva marca foi alcançada neste sábado, 19 de junho, dia marcado por protestos contra o presidente Jair Bolsonaro. Brasil, Brasil atinge a marca de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 e ministro Queiroga presta solidariedade aos familiares das vítimasBrasil, Brasil atinge a marca de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 e ministro Queiroga presta solidariedade aos familiares das vítimas

Em sua conta no Twitter, Queiroga diz prestar solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos.

“500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano”, disse o ministro.

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Brasil atinge 500 mil mortes por Covid-19 

Mais de meio milhão de brasileiros morreram em decorrência da covid-19. De acordo com balanço divulgado na noite deste sábado (19) pelo Ministério da Saúde, a pandemia já matou 500.800 pessoas no país. Em 24 horas foram 2.301 mortes e 82.288 novos casos confirmados, além de outros 1.199.101 sob acompanhamento.Brasil, Brasil atinge a marca de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 e ministro Queiroga presta solidariedade aos familiares das vítimasBrasil, Brasil atinge a marca de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 e ministro Queiroga presta solidariedade aos familiares das vítimas

O número de casos registrados em todo o país chegou a 17,883 milhões. Desse total, 16,183 milhões de pessoas de recuperaram, o que equivale a 90,5% dos infectados. Mais de 1,199 milhão de pessoas seguem em acompanhamento pelas secretarias estaduais de Saúde.

São Paulo é o estado com maior número de casos e óbitos. Até o momento foram 121.960 mortes em meio a 3.573.210 casos confirmados. Minas Gerais está em segundo lugar com 44.347 óbitos e 1.733.181 casos

A lista segue com Paraná (29.975 mortes e 1.192.93 casos), Rio Grande do Sul (30.372 em meio a 1.181.872 casos), e Bahia (23.204 mortes e 1.092.772 casos).

Brasil
Boletim Covid-19, 19.06.2021. Imagem: Divulgação/Ministério da Saúde

Repercussão

Mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga divulgou, via redes sociais, uma nota na qual lamenta o número. “500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano”, disse.

Também lamentaram a superação da marca de 500 mil mortes o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) – que ressaltou que do meio milhão de mortes, 300 mil ocorreram apenas nos últimos cinco meses – e a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras.

“Somos o segundo país em números de óbitos diários. Estamos atrás apenas da Índia com seus 1,3 bilhão de habitantes. Dados reunidos pela Universidade de Pelotas também não deixam dúvidas. O Brasil, com 2,7% da população mundial, detém 12,8% dos óbitos por covid-19 no mundo. Enquanto a proporção de mortes por covid-19 no mundo é de 488 por milhão de habitantes, aqui é de 2.293”, disse, em nota, o Conass.

“Temos, portanto, duas crises: a do vírus e a da ignorância. Essa perigosa combinação expõe mais pessoas ao risco de contágio e dificulta ainda mais as estratégias de prevenção da doença”. “Sofremos com a alta ocupação de leitos de UTI e com a escassez de medicamentos para intubação, o que aumenta ainda mais a pressão sobre os trabalhadores de saúde”, complementa a nota ao ressaltar que o número de casos novos voltou a crescer.

Em carta aberta, o Médicos Sem Fronteiras disse condenar “com indignação” o que chamou de “descaso” à emergência sanitária no Brasil. Segundo a entidade,  o país “vive em um estado de luto permanente”. A organização destaca que estudos previam os impactos que a pandemia teria sobre o sistema de saúde e que esta atingiria, de maneira “mais cruel”, as populações negra e indígena, migrantes e refugiados.

“Como organização médica, é nossa obrigação esclarecer que muitas dessas mortes poderiam ser evitáveis. A insistente recusa em colocar em prática medidas de saúde pública baseadas em evidências científicas, como o distanciamento social e o uso de máscara, mesmo para quem já foi vacinado ou teve a doença, segue resultando na morte prematura de muitas pessoas e aumentando o risco do surgimento de novas variantes”, diz a carta do Médicos Sem Fronteiras.

Vacinação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o momento foram enviadas a estados e municípios 115,135 milhões de doses de vacinas  contra a covid-19. Desse total, foram aplicadas 85, 390 milhões de doses, sendo 61,270 milhões da primeira dose e 24,120 milhões da segunda dose.

Governo Federal

No mesmo dia em que o Brasil alcançou a marca de meio milhão de mortos por Covid-19, a Casa Civil divulgou um balanço dos 900 dias de governo Jair Bolsonaro, dando destaque para as ações de combate à pandemia. 

O governo do presidente Jair Bolsonaro completa, neste dia 19 de junho, 900 dias de ações com foco no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Muitos esforços têm sido direcionados para as ações de promoção à saúde e também para a retomada do crescimento econômico do País”, diz trecho do texto.

O documento, intitulado “900 dias: nos trilhos da preservação de vidas e da retomada da economia” diz ainda que o Brasil é o quarto no ranking mundial de vacinação. Considerando a aplicação de doses das vacinas contra a Covid na relação a cada 100 habitantes, porém, o país aparece em 67º lugar.

Mais de 110 milhões de doses de vacinas contra a doença já foram enviadas a todos os estados brasileiros, o que coloca o País em quarto lugar no ranking mundial de países que mais aplicam vacinas contra a Covid-19. Até o fim do ano, todos os brasileiros, que assim o desejarem, serão vacinados.”

 

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