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Ao vivo: CPI da Pandemia ouve Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro

Mesmo com habeas corpus concedida pelo Ministro do STF, Nunes Marques, Witzel decidiu depor na Comissão nesta manhã de quarta-feira, 16 de junho.

Acompanhe ao vivo o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel na CPI da Pandemia na manhã desta quarta-feira, 16 de junho. Witzel sofreu um processo de impeachment no final de abril deste ano.

Confira ao vivo:

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques havia decidido na terça-feira, 15 de junho, que o ex-governador do Rio de Janeiro não seria obrigado a prestar depoimento à Comissão. Mas Wilson decidiu que comparecerá a oitiva mesmo assim.

“Eu irei e vou responder a todas as perguntas”, afirmou Witzel.

A decisão do magistrado foi motivada por um habeas corpus protocolado pela defesa de Witzel. Os advogados alegaram que o depoimento seria ilegal porque o ex-governador foi convocado como testemunha para depor sobre fatos aos quais responde na Justiça como investigado.

Questionado em entrevista a Veja sobre o que dirá aos senadores na CPI, o ex-governador do Rio, que sofreu impeachment por suspeita de corrupção na Saúde durante a pandemia, respondeu:

“Farei alguns requerimentos à CPI. Muitos fatos não ficaram esclarecidos e precisam ser aprofundados. Ao que parece, o que interessava mesmo era meu afastamento e cassação. Criminosos confessos como (o empresário). Edson Torres não tiveram seus bens bloqueados e as empresas que operaram os esquemas dele continuam atuando sem qualquer intervenção. Não é estranho? A CPI pode prestar um grande favor à democracia investigando, quebrando sigilos que não foram quebrados e encontrando o caminho do dinheiro”, disse Wilson Witzel.

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Em janeiro, Edson Torres foi ouvido em uma sessão do Tribunal Especial Misto, que julgou o impeachment de Witzel. Torres afirmou que pagava propina para Edmar Santos, secretário estadual de Saúde na gestão Witzel.

O empresário contou ainda ter pago quase um milhão de reais para o ex-governador antes da eleição de 2018, acusação que Witzel sempre negou.

A VEJA, Witzel também justificou sobre o motivo de ter recorrido ao Supremo para não comparecer à comissão.

“Foi uma decisão dos (meus) advogados. Eu não posso interferir no trabalho deles”. “Mais detalhes amanhã na CPI”, concluiu.

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