Revelação

Grupo farmacêutico AstraZeneca anuncia que estudos de tratamento para a Covid-19 falharam e não apresentaram resultados positivos

A pesquisa foi financiada pelo governo dos Estados Unidos, que assinou acordos com a empresa para receber até 700 mil doses este ano.

O grupo farmacêutico AstraZeneca anunciou, nesta terça-feira, 15 de junho, que seus estudos para um tratamento contra a Covid-19 não apresentou resultados positivos.

O tratamento com anticorpos, denominado AZD7442, pretendia prevenir e tratar a doença, mas não se provou eficaz.

“O teste não alcançou o objetivo principal de prevenir os casos sintomáticos de Covid-19 depois da exposição ao vírus”, afirmou a AstraZeneca em um comunicado.

O estudo estava na fase 3 de desenvolvimento, o que significa que os testes clínicos em larga escala, para medir a segurança e eficácia, estavam sendo realizados.

Um total de 1.121 participantes adultos, com mais de 18 anos, que não estavam vacinados contra a Covid-19, foram expostos a uma pessoa infectada durante os oito dias. O tratamento reduziu o risco de desenvolver Covid-19 com sintomas apenas em 33% dos participantes.

Os testes para avaliar o remédio em pacientes antes da exposição ao vírus e nas pessoas que desenvolveram formas graves continuam.

A pesquisa para o tratamento é financiada pelo governo dos Estados Unidos, que assinou acordos com a AstraZeneca para receber até 700 mil doses este ano.

No total, o valor dos acordos com o governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento do tratamento e das doses em 2021 alcança US$ 726 milhões. No comunicado, a AstraZeneca indica que está em conversas “sobre os próximos passos com o governo dos Estados Unidos”.

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A AstraZeneca continua enfrentando problemas com sua vacina contra a covid-19, suspensa em vários países europeus depois que alguns problemas sanguíneos foram registrados em pessoas vacinadas.

Uma fonte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) chegou a afirmar que a melhor opção seria suspender a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 para todas as faixas etárias quando há alternativas disponíveis.

Ao mesmo tempo, um estudo publicado na segunda-feira pelas autoridades de saúde britânicas afirma que duas doses das vacinas Pfizer/BioNTech ou AstraZeneca/Oxford protegem em mais de 90% contra as hospitalizações depois de contrair a variante Delta do coronavírus, registrada pela primeira vez na Índia.

Da redação do Portal com informações do UOL

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