Respeito

Paulo Câmara decreta luto de sete dias pela morte de Marco Maciel; diversos políticos repercutem falecimento

No Recife, o prefeito João Campos decretou luto oficial de três dias.

Paulo Câmara, governador de Pernambuco informou que decretou luto oficial de sete dias no estado em homenagem ao ex-senador, ex-vice-presidente da República Marco Maciel que morreu aos 80 anos por complicações da Covid-19, neste sábado, 12 de junho, em Brasília.

O falecimento do pernambucano, gerou repercussão com notas de pêsames de diversas autoridades, uma vez que seu nome esteve ligado à política brasileira por 45 anos.Paulo, Paulo Câmara decreta luto de sete dias pela morte de Marco Maciel; diversos políticos repercutem falecimento

Paulo, Paulo Câmara decreta luto de sete dias pela morte de Marco Maciel; diversos políticos repercutem falecimentoGovernador de Pernambuco disse em rede social que Brasil perde um político que sempre esteve aberto ao diálogo e ao entendimento. 

João Campos, prefeito do Recife também decretou luto oficial, mas, de três dias na capital pernambucana.

“O Brasil e Pernambuco perdem um grande político, o recifense Marco Maciel. Em 45 anos de vida pública ocupou diversos cargos, culminando com a vice-presidência da República, por dois mandatos. Sempre fazendo política buscando construir pontes e entendimentos. Minha solidariedade à família e aos amigos. Que possam encontrar conforto neste momento de dor. Estou decretando luto oficial por três dias no Recife”, declarou o prefeito.

Eriberto Medeiros deputado estadual (PP) e presidente da Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), disse que Pernambuco perdeu, hoje, um dos políticos mais importantes da sua história.

Pernambuco perdeu, hoje, um dos políticos mais importantes da sua história. Lamentamos profundamente a morte de Marco Maciel, alguém cuja trajetória se cruza com episódios marcantes do nosso Estado. Foi deputado estadual, foi deputado federal, senador, ministro da Educação e chefe da Casa Civil, chegando à vice-presidência da República. Como governador, olhou para a seca e pensou no desenvolvimento regional, priorizando o Porto de Suape. Foi um homem público com posições firmes, que valorizava o diálogo e o entendimento, elevando as questões políticas de Pernambuco à vida nacional. Merece nosso respeito e admiração pelo caminho que trilhou, inspirando as pessoas com a sua seriedade e comprometimento. Que Deus conforte seus familiares e amigos nesse momento de despedida e que seu espírito possa descansar em paz.

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Aos 80 anos, Marco Maciel convivia com a doença de Alzheimer desde 2014 e, em março deste ano, foi diagnosticado com Covid-19. Ele voltou a ser internado esta semana devido a uma infecção bacteriana.

O velório será hoje de 14h30 às 16h30 no salão Negro do Senado e o sepultamento às 17h30 na Ala dos Pioneiros do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.

Além de ter sido senador por três períodos – de 1983 a 1991, de 1991 a 1994 e de 2003 a 2011 – ele foi vice-presidente da República nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003.

Ainda foi eleito para os cargos de deputado, senador e governador de Pernambuco. Na gestão Geisel, Marco Maciel foi escolhido para assumir o governo de Pernambuco e, à época, criou um projeto de combate à seca e deu prioridade ao Porto de Suape, iniciado no governo de Eraldo Gueiros. Foi no governo de Maciel que um navio atracou no porto pela primeira vez.

Também foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezembro de 2003, como oitavo ocupante da Cadeira nº 39, na sucessão de Roberto Marinho.

Recebeu ainda títulos de Cidadão Honorário de 42 cidades brasileiras, a maioria delas em Pernambuco. A ele é atribuída a autoria de frases célebres como: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”.

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