Acusação

Otto Alencar é denunciado como ‘falso ortopedista’ e médicos ingressaram com representação no Conselho Federal de Medicina

Os profissionais pedem que sejam apuradas as condutas de Otto durante na CPI da Covid no Senado Federal.

Seis médicos ingressaram com uma representação no Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o senador e médico Otto Alencar (PSD-BA), integrante da CPI da Pandemia. No documento, os profissionais pedem que sejam apuradas as condutas de Otto durante a sessão do colegiado que teve como convidada a imunologista Nise Yamaguchi, no dia 1° de junho.

A representação, assinada por Flávio José Dantas de Oliveira, Plínio José Cavalcante Monteiro, Carlos Antônio Dantas de Oliveira, Hélio Teixeira, Luiz Gonzaga Dantas de Oliveira e Evandro Guimarães de Sousa, aponta que o senador teria descumprido o artigo 114 do Código de Ética Médica ao apresentar-se como médico ortopedista sem um registro oficial no CRM-BA.

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“Ao se anunciar publicamente como médico ortopedista, sem o devido registro no Conselho Regional de Medicina da Bahia, observamos o descumprimento do artigo 114 do Código de Ética Médica, que veda o médico de anunciar títulos científicos que não possa comprovar”, ressaltaram.

Os doutores afirmam ainda que o senador descumpriu o item 23 do Código de Ética dos médicos por conta da postura adotada por ele contra a imunologista Nise Yamaguchi. Na sessão, Otto foi agressivo com a médica afirmando que ela “não soube responder absolutamente nada”.

“Eu fiz um testezinho simples com ela. Qualquer menino do segundo ou terceiro ano, eu fui professor por muitos anos de Química e Biologia… isto é beabá… é beabá… é beabá… a senhora não sabe, jogou no escuro, junto com um grupo de pessoas que não entendiam absolutamente nada sobre a doença”, disse Otto na sessão.

Os médicos encerram o pedido com uma solicitação de “abertura de sindicâncias e processos administrativos disciplinares, que promova o tempestivo desagravo, no menor prazo possível, de forma coletiva em nome dos médicos brasileiros que se sentiram ofendidos e à médica destratada publicamente por outro médico”.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Pleno News. 

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