Ausência

Felipe Carreras critica ministros Gilson Machado e Ricardo Salles por não irem a debate na Câmara sobre exploração de petróleo em Noronha

Os ministros do governo Bolsonaro também não enviaram representantes à audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na última segunda-feira, 7 de junho.

Os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Gilson Machado (Turismo) por não comparecerem e nem enviar representantes à audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na última segunda-feira, 7 de junho, para debater o impacto da exploração de petróleo em regiões próximas ao arquipélago de Fernando de Noronha.
 
O encontro foi realizado na Comissão de Turismo a pedido do deputado Felipe Carreras (PSB-PE). O parlamentar criticou a ausência dos ministros durante a sessão e disse não ter recebido retorno das pastas sobre o convite.
“Fica claro que o Governo Federal não quer debater sobre danos ao meio ambiente quando dois Ministros não comparecem a uma audiência pública e tampouco mandam representantes. Esse é o compromisso do Governo Federal, é ter tempo e atenção para falar sobre exploração, mas falar sobre preservação, não”, disse Felipe Carreras.
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“Ficará para a história que a Câmara dos deputados e o Governo de Pernambuco não se furtaram em debater e prestar esclarecimento sobre a exploração de petróleo em Noronha e os possíveis danos ambientais”, concluiu. 
Para o administrador Guilherme Rocha, é necessário olhar não apenas para a economia, mas principalmente para o que sustenta Fernando de Noronha enquanto destino, que é o santuário natural, patrimônio da humanidade reconhecido pela Unesco.
“Precisamos olhar para os impactos ambientais que qualquer tipo de exploração venha acarretar, com danos irreparáveis que possam ocorrer ao ecossistema. Um dano que acontecer, não temos como corrigir no futuro”, destaca Guilherme. 
O administrador ainda enfatizou o derramamento de óleo na costa brasileira em 2019, um dos maiores desastres ambientais do mundo, a cerca de 730 km do litoral. Causando prejuízos em 877 locais atingidos, sendo 11 estados e 127 municípios, impactando cerca de 50 mil estabelecimentos, do ponto de vista socioeconômico e do turismo. Atingindo principalmente Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
“O principal argumento do Governo Federal em tentar viabilizar a exploração do petróleo nos arredores do arquipélago de Fernando de Noronha é de que ele ficaria a menos de 300 km de distância da ilha. Mas se nós tivermos um derramamento de óleo incerto, como o que ocorreu em 2019, imagina o que pode acontecer tão perto de Fernando de Noronha”, disse Rocha. 
A audiência foi solicitada por Carreras após o governo divulgar a liberação da exploração de petróleo na Bacia Potiguar, a cerca de 370 Km do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

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