Defesa

Advogado de PMs diz que vereadora do PT cometeu crimes ao defender ‘vândalo’ em manifestação contra Bolsonaro

Ao todo 16 policiais foram afastados após confronto em protesto que ocorreu no Centro do Recife. 

Na última terça-feira, 8 de junho, o advogado Rafael Nunes, responsável pela defesa dos Policiais Militares acusados de agredir a vereadora Liana Cirne, do PT,  disse que a parlamentar cometeu crime, defendeu ‘vândalo’ que foi atuado em flagrante, desacatou policiais e excitou a propagação da Covid-19: “Tudo a troco de aparecer”.

As declarações de Rafael Nunes vão de encontro ao entendimento do governo do Estado, que afastou 16 policiais após confronto que ocorreu no Recife durante as manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no último dia 29 de maio.

“Quem cometeu crimes foi ela (Liana Cirne). Ela estava lá apoiando um vândalo, que foi atuado em fragrante, cometeu crime previsto no artigo 214 do Código Penal Militar, desacatou os policiais, excitou a propagação da Covid-19, tudo em troco de aparecer”, argumentou Rafael Nunes.

Confira: 

Ontem os quatro policiais, um sargento e três soldados, prestaram depoimentos na Delegacia do Bairro do Recife. Os PMs estavam na viatura no dia da manifestação. 

A vereadora Liana Cirne comentou a fala do advogado no Twitter: “Mentiras e covardia prevalecem na versão dos policiais”.

Troca de secretário e comandante geral 

Diante da repercussão do episódio que ocorreu durante as manifestações, no centro do Recife, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, colocou o cargo à disposição na última sexta-feira, 4 de junho. O governador Paulo Câmara aceitou e nomeou para responder pela SDS o então secretário executivo, Humberto Freire.

Pela manhã, também na sexta-feira, o governador Paulo Câmara já havia empossado o coronel Roberto Santana como novo comandante da Polícia Militar, em substituição ao coronel Vanildo Maranhão, que também colocou o cargo a disposição.

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A delegada Patrícia Domingos (Podemos) também responsabilizou a vereadora Liana Cirne. Em sua conta no Twitter disse que “os policiais militares que eventualmente se excederam devem ser responsabilizados, assim como a vereadora que abusou de sua autoridade”.

Patrícia foi candidata à Prefeitura do Recife e na época recebeu o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido ) ainda no primeiro turno das eleições.

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