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Polícia Federal é recebida com tiros por empresário de Manaus que é alvo da quarta fase da Operação Sangria

Nilton Lins, é proprietário do hospital cujo contrato é investigado, ele se refugiou no Consulado da Suécia após disparos contra equipe os agentes federais.

A Polícia Federal foi recebida a tiros nesta manhã de quarta-feira, 2 de junho, durante a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

O secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, foi preso na execução da operação. O empresário Nilton Lins Júnior, proprietário do hospital de Campanha Nilton Lins, unidade usada no combate à pandemia no estado e investigada por irregularidades na construção, chegou a efetuar disparos de tiros durante atuação da PF, ele e outras quatro pessoas também são alvos de mandado de prisão.

Wilson Lima, governador do Amazonas, passou por buscas em sua residência e no gabinete do Palácio do governo. Os demais alvos são empresários. Todos são investigados por práticas dos crimes de fraude licitatória, desvio de recursos públicos e organização criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, são cumpridos 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores.

Imagem de drone mostra carro da Polícia Federal na casa do Governador Wilson Lima.
Imagem de drone mostra carro da Polícia Federal na casa do Governador Wilson Lima. Foto: William Duarte/Rede Amazônica

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Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha.

Conforme investigação, os elementos de prova apontam que ele não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

Da redação do Portal com informações da Polícia Federal

 

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