Corrupção

PF prende secretário de Saúde do Amazonas e faz buscas na casa do governador Wilson Lima

Empresário de Manaus recebe Polícia Federal a tiros e se esconde em consulado durante operação nesta manhã de quarta-feira, 2 de junho.

A Polícia Federal (PF), deflagrou nesta manhã de quarta-feira, 2 de junho, a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

A ação investiga irregularidades para a construção do hospital de Campanha Nilton Lins, unidade usada no combate à pandemia no estado.

O secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, foi preso ainda nesta manhã na operação. O empresário Nilton Consta Lins Júnior efetuou disparos de tiros durante atuação da PF, ele e outras quatro pessoas também são alvos de mandado de prisão.

De acordo com a Polícia Federal, são cumpridos 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores.

Secretário da Saúde, Marcellus Campêlo e o governador do Amazonas Wilson Lima
Secretário da Saúde, Marcellus Campêlo (esq.) e o governador Wilson Lima (dir.). Foto: Reprodução

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Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha. Conforme investigação, os elementos de prova apontam que ele não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

Da redação do Portal com informações da Polícia Federal

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