Consequências

No Recife, rua da Aurora fica tomada de tijolos e pedras que foram usados para atacar PMs durante protesto no fim de semana

Cenário de guerra urbana mostra que pedras, tijolos e diversos objetos foram usados durante manifestação com a intenção de atingir os agentes de segurança pública.

O Recife viveu, em especial, o centro da capital pernambucana, cenas de guerra urbana na manhã do último sábado, 29 de maio, durante protesto contra o presidente Bolsonaro.

A rua da Aurora, por exemplo, ficou repleta de tijolos e pedras que servem para obras de calçadas e foram usadas como armas ao serem arremessadas por manifestantes para atacar a tropa da Polícia Militar.

Imagens revelam que após o protesto chegar na ponte Duarte Coelho, nas proximidades do Palácio do Campo das Princesas, o conflito entre PM e manifestantes ficou ainda mais crítico com o fato da vereadora do Recife Liana Cirne tentar impedir o avanço do policiamento que reagiu com um disparo de spray de pimenta.

O ato que foi considerado pelos organizadores como pacífico, teve recomendação do MPPE para não acontecer e obedecer o Decreto nº 50.752 que determina que nos finais de semana, de 29 a 30 de maio, e de 5 a 6 de junho de 2021, ficou vedado o funcionamento de estabelecimentos e a prática de atividades econômicas e sociais de forma presencial que cause aglomerações.

Imagens mostram manifestantes jogam pedras contra tropa da PMPE
Manifestantes jogam pedras contra tropa da PMPE, durante ato no Recife. Imagens: Reprodução

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Entenda

Um vídeo publicado nas redes sociais da vereadora Liana Cirne (PT), mostra o momento em que a parlamentar é atingida por um disparo de spray no rosto efetuado por policiais durante o protesto contra o presidente Bolsonaro, na manhã deste sábado, 29 de maio.

Nas imagens do vídeo, não é possível entender o que aconteceu, mas é registrado a movimentação da vereadora que fala algo e acompanha um PM que entra na viatura. Uma fonte informou ao Portal que Liana Cirne agrediu o policiamento, chamando de fascista e ladrão.

Liana Cirne foi carregada nos braços e, depois, socorrida para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, após apresentar dificuldades para respirar e falar, devido à inalação do spray de pimenta. Durante o ato, a Polícia Militar atirou balas de borracha e gás lacrimogênio contra os participantes do ato. 

Centenas de manifestantes realizam na um ato intitulado de “Fora Bolsonaro”. O manifesto teve concentração na Praça do Derby, às 9h, e seguiu para Av. Conde da Boa vista, contando com a presença de centrais sindicais, movimentos estudantis e sociais e representantes da sociedade civil, causando aglomerações.

 

 

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