Opinião

Delegada Patrícia diz que vereadora do PT cometeu abuso de autoridade ao realizar carteirada para impedir atuação da PM

A policial ainda disse ser hipocrisia da petista em protestar pelo combate ao Covid promovendo aglomeração, colocando em risco a vida e a saúde de várias pessoas.

A delegada Patrícia Domingos (Podemos), se manifestou sobre o ato do último final de semana em que foi marcada por muita confusão entre manifestantes e a tropa de choque da Polícia Militar.

“A vereadora Liana Cirne excedeu o limite de sua atuação parlamentar ao dar uma carteirada e tentar impedir a atuação policial. Esse tipo de atitude inclusive configura abuso de autoridade”, revelou a delegada com exclusividade.

Patrícia Domingos disse ainda ser hipocrisia da vereadora Liana Cirne (PT), em protestar pelo combate ao Covid-19, promovendo aglomeração e colocar em risco a vida e a saúde de várias pessoas.

A policial alertou que o atual momento da pandemia pede respeito com a própria vida e de todos, destacando ainda que há outras formas de realizar protestos. Patrícia é delegada titular da delegacia da Criança e do adolescente e foi candidata à prefeitura do Recife nas eleições de 2020, obtendo mais de 112 mil votos. 

Entenda

Um vídeo publicado nas redes sociais da vereadora Liana Cirne (PT), mostra o momento em que a parlamentar é atingida por um disparo de spray no rosto efetuado por policiais durante o protesto contra o presidente Bolsonaro, na manhã deste sábado, 29 de maio.

Nas imagens do vídeo, não é possível entender o que aconteceu, mas é registrado a movimentação da vereadora que fala algo e acompanha um PM que entra na viatura. Uma fonte informou ao Portal que Liana Cirne agrediu o policiamento, chamando de fascista e ladrão.

Liana Cirne foi carregada nos braços e, depois, socorrida para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) dos Torrões, na Zona Oeste do Recife, após apresentar dificuldades para respirar e falar, devido à inalação do spray de pimenta. Durante o ato, a Polícia Militar atirou balas de borracha e gás lacrimogênio contra os participantes do ato. 

Leia também:
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Recomendação do MPPE

A 34ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, com atribuição na Promoção e Defesa da Saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), expediu na sexta-feira, 28 de maio, a Recomendação referente ao Procedimento Administrativo nº 02061.000.268/2020 para a não realização de quaisquer atos que possam vir a ocasionar aglomerações de pessoas, a exemplo do ato que estava programado para o correr na Praça do Derby, no Recife.

A recomendação usa como base as determinações exaradas no Decreto Executivo do Governo do Estado de Pernambuco nº 50.561, de 23 de abril de 2021 e do Decreto nº 50.752, de 24 de maio de 2021.

“Não é permitida, de acordo com os decretos estaduais, neste momento, a realização de manifestação presencial como a agendada para o próximo 29 de maio, diante do atual cenário de recrudescimento da pandemia da Covid-19 no Estado de Pernambuco, o qual adotou, inclusive, medidas mais restritivas comparadas a de alguns estados da Federação”, disse a promotora de Justiça autora da Recomendação, Helena Capela.

 

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