Sem Culpa

Pazuello afirma que Bolsonaro nunca deu ordens para implementar cloroquina como protocolo de tratamento

A declaração o ex-ministro foi proferida durante a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado Federal, nesta quarta-feira (19).

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, negou que tenha sido nomeado líder do ministério para seguir ordens do presidente Jair Bolsonaro e seguir a recomendação do chamado ‘tratamento precoce’.

A declaração foi proferida durante a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado Federal, nesta quarta-feira (19).

“Em nenhum momento o presidente da República me desautorizou ou me orientou a fazer qualquer coisa diferente do que eu estava fazendo. As ações foram todas minhas”, assegurou Pazuello.

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“O presidente da República falou para mim e para todos os ministros várias vezes: ‘Assunto de saúde quem trata é o ministro Pazuello’. Nunca, nenhuma vez eu fui chamado para ser orientado pelo presidente da República de forma diferente para aconselhamentos externos”, acrescentou.

Pazuello disse ainda que Bolsonaro esteve a par de todo o processo de tratativas para compra da vacina da Pfizer, que se estendeu de julho do ano passado até março deste ano, negou que as ofertas tenham ficado inicialmente sem resposta e se comprometeu a enviar à CPI os registros de comunicações do ministério com a farmacêutica.

Antes de uma pausa para almoço, por volta das 14h, os questionamentos também abordaram a falta de oxigênio no Amazonas no início do ano, e a narrativa de Pazuello sobre a crise em Manaus foi contestada por senadores.

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