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Lula sobre uma aliança com PSB em 2022: ‘Vou continuar trabalhando nisso’

O ex-presidente falou sobre a possibilidade de montar uma frente contra o presidente Bolsonaro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quarta-feira (19), que pretende manter diálogos com o governador Paulo Câmara e com outros integrantes do PSB sobre as eleições de 2022.

“Não faço política olhando apenas as coisas erradas e ruins, olho as coisas boas. O PSB já lançou candidato contra mim duas vezes e não tem problema, em 2002, o PSB lançou o Garotinho e eu tratei com muita tranquilidade, e no segundo turno chamei Garotinho para trabalhar comigo”, disse.

O petista falou sobre a possibilidade de uma aliança para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro.

“Vou continuar trabalhando nisso, a possibilidade de uma aliança para enfrentar Bolsonaro e reconquistar a democracia no nosso país. Se não for possível, porque cada partido tem o direito de ter candidatura própria, é um direito. Eu mesmo sofri muito antes e a minha persistência me chegar onde cheguei. Eu posso conversar com os companheiros do PSB para ver o que podemos fazer para consertar o país. Bolsonaro é carta fora do baralho”, afirmou Lula.

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Quanto ao PSB, Lula disse que o partido tem relação histórica com o PT e que, apesar da disputa do segundo turno do Recife em 2020 entre João Campos e Marília Arraes, em sua avaliação, os dois partidos precisam manter as ligações.

“O fato do PT ter lançado Marília contra Joao Campos não demonstra que o PT e o PSB tem que estar rompidos em tudo por causa de uma cidade, temos que ser maduros, entender em função de cada circunstância, de cada realidade, a gente juntar ou se separar”.

O ex-presidente da República ainda disse torcer para que João Campos faça um bom governo no Recife e citou momentos em que PT e PSB lançaram candidatos majoritários em Pernambuco e depois se uniram. Durante a campanha eleitoral de 2020, o então candidato do PSB prometeu que, na sua gestão, não haveria indicações do PT para cargos.

“O João Campos vai ser medido agora pela capacidade que ele tiver de atender aos desejos do povo, desejo que ele tenha sucesso e que a Marília continue na sua luta, ela tem esse direito de lutar, como o companheiro Humberto Costa tem também. Em Pernambuco, em 2006, eu tive o orgulho de colocar o companheiro Humberto e o companheiro Eduardo (Campos) no mesmo palanque com as duas torcidas, do PT e do PSB, e ninguém vaiou ninguém”, disse Lula, ao lembrar a eleição de 2006 para o Governo do Estado.

Para Lula, a sua relação com Paulo Câmara é tranquila.

“O Paulo Câmara já sabe que eu jamais me negarei a conversar com ele em um telefonema e eu espero que ele não deixe de receber”.

Naquela ocasião, Humberto Costa não passou ao segundo turno, e apoiou Eduardo Campos contra o então governador e candidato à reeleição Mendonça Filho, do PFL, hoje DEM, na etapa final da disputa.

“Não vejo problema em cada partido lançar seu candidato e depois se juntarem no segundo turno, cada partido tem o direito de ser candidato, vamos nos submeter ao veredicto popular, onde não for possível fazer aliança, e depois desse resultado temos competência para escolher a pessoa que vai ser melhor (no segundo turno)”, avaliou Lula.

Apesar de falas com o tom de candidato, Lula disse que o atual momento não é o de discutir a próxima eleição, mas sim os problemas do Brasil.

“Temos que discutir 2022 no momento adequado. Precisamos agora de um auxílio emergencial digno, crédito para o micro e pequeno empreendedor, é preciso crédito para disponibilizar para as pessoas sobreviverem, é necessário infraestrutura para gerar emprego”, afirmou o líder petista.

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