Opinião

Artigo: Tentativa de inverter valores é escancarada – Por Leitor

Fazer de bandidos, vítimas e de policiais, assassinos. Onde querem chegar com isso?

É uma verdadeira lavagem cerebral. Há tempos que a parte da imprensa brasileira tenta romantizar a vida nas favelas e morros. Novelas retratam homens fortes e mulheres com corpos exuberantes como moradores desses locais.

Os sambas e balas noturnas fazem parte do dia a dia de quem vive na periferia. A situação é tão “maravilhosa”, que quem está embaixo quer subir, quem está em cima quer ficar. A mocinha se apaixona pelo traficante e é proibida pelos pais de sair de casa.

O povo, ingênuo, quer ver o casal feliz. Começa a inversão de valores. Basta ter um pouco de conhecimento econômico-social, para saber que a realidade é bem diferente. Moradores de comunidades carentes, na verdade sofrem com regras criadas por criminoso que dominam as áreas e promovem verdadeiras guerras para se manter no comando.

O carro chefe é o tráfico de drogas. A comercialização de cocaína, crack e maconha, rede valores que dão poder aos “chefes de boca”. Eles mandam e desmandam. É comum, nessas comunidades, os órgãos de segurança pública contabilizarem altos índices de homicídios.

Está condenado a morte quem compra droga fiado e deixa de pagar, ou aquele que ousa desafiar o “chefe da boca”. Bandidos que estão, normalmente, fortemente armados tentam acuar até a polícia. Foi o que ocorreu no Rio de Janeiro.

A operação realizada no morro do Jacarezinho foi autorizada pela justiça para cumprir mandados de prisão. Nos primeiros passos das equipes da delegacia responsável pela ocorrência, um policial de 48 anos levou um tiro na cabeça. André Frias tinha 8 anos de serviços prestados. Ele deixou a esposa e um enteado, além da mãe acamada por causa de um derrame.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados impressiona. Até artilharia anti aérea estava nas mãos dos criminosos. Fuzis, granadas, entre outros. Tudo foi usado contra os policiais que revidaram a altura, se utilizando das garantias constitucionais para manutenção da ordem pública, além da defesa pessoal e de terceiros.

Mas o choro de uma mãe em horário nobre fez algum editor de telejornais pensar: “isso vai dar audiência e eu vou ganhar pontos com o chefe”! E deve ter dado mesmo. A tentativa de jogar o povo contra a polícia saiu pela culatra.

Aquela mãe chorosa e desesperada com a morte do filho, devia e poderia ter evitado o triste fim do garotão cheio de vida e saúde para dar e vender. Ela aparece em imagens gravadas por celular e divulgadas nas redes sociais dançando com um fuzil, enquanto serve os “meninos” com bebidas e petiscos.

O editor que explorou o pranto materno esqueceu que as redes sociais estão aí para todos, inclusive para acusar ou defender um policial em serviço. É uma tentativa insana de distorcer a realidade dos fatos. A gente só se pergunta uma coisa: porque?

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