Tecnologia

O 5G do Brasil terá o maior leilão da História

Presidente da Anatel fala hoje sobre o tema no programa Brasil em Pauta, da TVBrasil.

No Brasil até o fim do ano, a tecnologia 5G, muito mais do que uma internet mais rápida, irá revolucionar toda a sociedade e os meios produtivos.

“Não se trata de mais um G e sim de um guarda-chuva que envolve e potencializa outras tecnologias”, afirma o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Moraes.

De acordo com Moraes, a tecnologia 5G será a catalisadora de outras tecnologias como a Internet das Coisas, inteligência artificial, robótica, inteligência mista e aumentada. Tudo graças à sua baixa  latência, que é o tempo que os dados demoram para trafegar. “No caso do 5G, esse tempo é menor do que um piscar de olhos”.

O edital do leilão 5G está no Tribunal de Contas da União (TCU) para análise e deve ser lançado até o fim deste ano.

“Vamos liberar a outorga do direito de uso da frequência, que são essas vias por onde os sinais trafegam”, diz o presidente da Anatel.

Segundo ele, esse não será um leilão arrecadatório. Isso porque além da implantação do 5G, as empresas terão compromissos de investimentos como a cobertura de internet em estradas brasileiras e em localidades que ainda não contam com internet nenhuma.

“Espera-se que, em 20 anos, sejam de mais de  R$ 40 bilhões em investimentos”, diz.

Chegada ao Brasil:

 

Ainda deve demorar. A expectativa de fontes ligadas ao setor ouvidas pelo G1 é que ainda leve de 2 a 4 anos, depois do leilão de frequências, para que o 5G esteja efetivamente disponível para as pessoas.

No edital do leilão, que foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), está previsto que o 5G deve funcionar nas 26 capitais do Brasil e no Distrito Federal em julho de 2022. Para todas as cidades do Brasil com mais de 30 mil habitantes, o prazo é julho de 2029.

Esses prazos ainda precisam ser aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), para o leilão acontecer. A expectativa do governo federal é de que o leilão aconteça ainda neste 1º semestre.

Depois, as operadoras vencedoras precisão investir em infraestrutura para oferecer a conexão, como instalação de fibras ópticas.

Além disso, o 5G vai exigir muito mais antenas para entregar todo o seu potencial – uma preocupação das operadoras, já que as regras para instalação dos equipamentos são definidas por cada município.

A Anatel prevê que se instale mais estações rádio base (ERB) – ou antenas – nas cidades, com o passar do tempo. Na prática, é isso o que garantirá cobertura de sinal 5G. Veja o cronograma:

  • 31 de julho de 2022: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes
  • 31 de julho de 2023: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes
  • 31 de julho de 2024: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes
  • 31 de julho de 2025: capitais e Distrito Federal e cidades com mais de 500 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2026: Cidades com mais de 200 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2027: Cidades com mais de 100 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2028: pelo menos 50% das cidades com mais de 30 mil habitantes tendo tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
  • 31 de julho de 2029: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes.

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Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil e informações técnicas do site G1.

 

 

 

 

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