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Artigo: Minha experiência contra a “peste chinesa” (covid-19), por Jason Medeiros

Leia e veja a experiência que proporcionou uma série de reflexões sobre o que vivenciamos nos dias de hoje.

Minha experiência contra a “peste chinesa” (covid-19).

 

A cura está ligada ao tempo e, às vezes, também às circunstâncias.”

Hipócrates

 

Caro leitor,

De antemão, gostaria de desculpar-me e esclarecer a minha ausência das páginas desse Portal por aproximadamente um mês. Ocorre que no fim do mês março fui diagnosticado com covid-19 e aproveitei aquele momento para dar uma atenção maior a minha saúde física, mas também a saúde mental e espiritual. Entendo que é chegada a hora de retomar essa atividade, aproveitando para contar detalhadamente a minha experiência e uma reflexão que tive durante esse período.

Essa história se inicia no dia 27 de março do corrente ano (um sábado), quando minha mãe me ligou em horário de almoço alertando que havia testado positivo para covid-19. Como eu não estava em casa nesse final de semana, e tive contato direto com ela durante os dias anteriores, pedi desculpas às pessoas que estavam ao meu redor pelo possível risco ao qual eu as expus, mas que eu não tinha consciência, uma vez que ela (minha mãe) não tinha apresentado quaisquer sintomas antes daquele dia, caso contrário, optaria por ter ficado em casa.

De toda forma, horas mais tarde naquele mesmo dia, fui acometido por uma febre alta, acompanhada de muita moleza e dores no corpo. Uma das pessoas do nosso grupo é uma médica da minha confiança, experiente, renomada, e imediatamente após as informações de que a minha mãe havia testado positivo e eu adoecido, ela explicou que a probabilidade de que também estivesse com o coronavírus era muito alta, e, sendo assim, ela me daria uma dipirona para baixar a febre naquela noite e eu pudesse dormir melhor, informou que no dia seguinte deveria iniciar o tratamento, e somente deveria fazer o exame para confirmar se realmente estava com o vírus no 3º-4º dia de sintoma para diminuir as chances de um falso negativo. Na manhã seguinte, eu ainda estava com febre alta, moleza e dores no corpo, não tinha dormido bem à noite, em função desses sintomas que não baixaram mesmo com o anti-inflamatório. Mas foi nesse momento que iniciei o tratamento prescrito pela referida médica, tomei mais uma vez a dipirona, bem como um bom banho e um café da manhã reforçado. Desde esse momento, a minha febre baixou e eu não mais a tive nos dias seguintes.

Como tratamento a médica prescreveu, para mim, 3 dias seguidos de ivermectina (sendo 1 comprido para cada 30kgs, por dia), mais 5 dias de azitromicina (1 comprimido a cada dia), mais substâncias para aumentar a minha imunidade, como por exemplo: zinco, vitamina C e vitamina D. Mas não foram somente essas as recomendações. Fora-me também recomendado que mantivesse uma alimentação saudável durante os dias seguintes, dando preferência para alimentos naturais em detrimento dos industrializados, que aumentasse o consumo de água, sucos, líquidos em geral, mas que evitasse bebidas alcoólicas, e que não exagerasse na alimentação, nem para mais nem para menos. Além disso, aconselhou a ter boas noites de sono, e que não ficasse totalmente isolado dentro de um quarto, devendo tomar sol durante a manhã, mesmo que fosse na varanda de casa.

Nos dias que se seguiram, fiz exatamente tudo àquilo que me foi recomendado por ela. Comprei os remédios e tomei todos eles como indicado. Fiz o exame de farmácia swab nasal (teste de antígeno), aquele cotonete grande que colocam dentro do seu nariz, dentro do prazo estabelecido, e o resultado foi positivo para covid-19, como ela havia previsto. Também consultei mais duas médicas de confiança, e as duas foram categóricas em confirmar todas as recomendações da médica anterior, apenas solicitaram para que comprasse um oxímetro, aparelho que mede a saturação (oxigênio no sangue), e fizesse a aferição 3 vezes ao dia, e também aproveitaram para solicitar exames de sangue e tomografia de pulmão, para acompanharem a evolução da doença, o que prontamente fiz.

Como já disse, o meu primeiro sintoma foi uma febre alta, acompanhada por moleza e dores no corpo. Essa febre durou menos de 24 horas, mas a moleza se manteve por mais alguns dias. Não tive perda de olfato nem de paladar em nenhum momento, mas tive enjoo por algum tempo, o que me deixava sem vontade de comer bem. Também tive diarreia por três ou quatro dias e secreção nas vias aéreas por aproximadamente uma semana. Tive tosse relativamente seca e espirro por cinco ou seis dias. O meu quadro alérgico também se agravou um pouco, e para isso eu tomei antialérgico. Mas, não tive a famigerada falta de ar em momento algum, o que sem sombra de dúvidas era o meu maior medo. Passados 12 dias desde o primeiro sintoma eu já não sentia mais nada. Os meus pais, que também testaram positivo no mesmo período, seguiram as prescrições dos seus médicos (que foram basicamente as mesmas que as minhas com poucas diferenças), e também venceram essa doença nefasta, mas, lamentavelmente, uma familiar muito querida nos deixou nesse período por complicações da covid-19, o que foi, sem sombra de dúvidas, uma perda irreparável.

Toda essa experiência me proporcionou uma série de reflexões sobre o que vivemos, e eu gostaria de compartilhar uma delas com vocês, que eu considero a mais urgente: como é possível que “profissionais da saúde” (médicos, enfermeiros, etc.) estejam em uma campanha sórdida e franca contra medicamentos capazes de salvar vidas?

Veja, em momento algum durante toda a pandemia se afirmou que fármacos como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxinida (vulgo annita), azitromicina, bromexina, zinco, vitamina D, redemsivir, tocilizumabe, entre outros, eram a cura definitiva para a doença. Quem contesta isso não faz outra coisa senão atacar um espantalho.

Entenda de uma forma simplória, mas ilustrativa: o vírus é um parasita, isso significa dizer que ele somente sobrevive dentro de outro organismo vivo, nesse caso, os seres humanos; o vírus tem um tempo de vida dentro de nós, período em que ele se reproduz, inflama o nosso corpo, e depois morre; quanto maior a carga viral (número de vírus no organismo) mais trabalho ele dará para o nosso sistema imunológico (defesa do corpo), e mais chances a doença terá de se tornar grave.

Ora, o que alguns dos medicamentos referenciados fazem, quando utilizados em um conjunto específico, na dosagem e tempo corretos, e para o caso indicado, é justamente: diminuir ou no mínimo atrapalhar de alguma forma a replicação viral no organismo, o que aumenta as chances da doença não evoluir para a sua forma grave; atenuar os sintomas da doença (febre, tosse, dores no corpo, falta de ar, outros); e aumentar a nossa imunidade, o que será essencial para o combate ao vírus. Tudo isso deve ser feito no início dos sintomas (Fase 1 – viral), pois a doença evolui muito rapidamente, e entre o 6º-8º (Fase 2 – inflamatória) normalmente o quadro do paciente começa a se agravar a os medicamentos inicias já não surtem o efeito desejado. E quanto à dosagem… Essa também deve ser adequada (outra obviedade), lembrando sempre daquela máxima “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

O médico infectologista André De Lorenzi explica tudo isso de uma forma resumida e assertiva:

 

“As 5 armas da Medicina contra todas as doenças conhecidas: 1 – Prevenção; 2 – Diagnóstico rápido; 3 – Tratamento imediato; 4 – Reabilitação. Todas são importantes e nenhuma deve ser negligenciada. No caso da COVID-19 ainda não existe cura através de alguma substância antiviral. Mas há sim combinações de medicamentos capazes de diminuir a carga viral, amenizar os sintomas, fortalecer o sistema imunológico e reduzir a inflamação que leva às fases mais avançadas da doença. Tais combinações devem ser individualizadas e visam diminuir a possibilidade de agravamento do quadro clínico. Não se trata, portanto, de um “kit COVID” que serve para qualquer situação e qualquer pessoa. Quanto mais cedo iniciar a terapia, maior a chance de sucesso. Além disso, o quadro clínico inicial da COVID pode ser muito semelhante ao de outras doenças infecciosas agudas como, por exemplo, pneumonia, amigdalite, sinusite, meningite ou dengue, todas muito comuns no Brasil. Por isso, as duas principais razões para que uma pessoa com suspeita de COVID-19 procure assistência médica o mais rapidamente possível são as seguintes: 1 – Há como diminuir a probabilidade de agravamento do quadro; 2 – Pode não ser COVID e sim outras doenças que devem ser tratadas. Recomendações finais: – Mantenha o distanciamento e as demais medidas de prevenção; – Vacine-se assim que puder; – Se apresentar sintomas procure um médico o mais breve possível. […] Nem todas as doenças têm cura. Mas todas têm tratamento.”

 

Cabe ressaltar que quando o supramencionado médico diz: “Mantenha o distanciamento social […] Vacine-se assim que puder”, ele não está defendendo um lockdown nacional indiscriminado imposto pelo Estado, nem que a vacina deve ser obrigatória e com punição àqueles que não a acatarem, mas sim que o indivíduo deve ter a responsabilidade individual e social de cuidar de si e dos seus pares.

Ou seja, não faltam estudos e evidências que apontam que o uso de alguns desses medicamentos em conjunto, no início dos sintomas, e na dosagem correta (nem mais, nem menos) é capaz de aumentar a imunidade do organismo e reduzir a replicação viral, o que aumenta e muito as chances da doença não se agravar e consequentemente levar à morte. E é óbvio dizer que uma parcela minoritária da população não pode fazer uso de determinadas medicações, mesmo em dosagens baixas, mas é justamente por isso que você deve buscar um médico logo que se sentir doente e não se automedicar.

Sendo assim, as únicas coisas que podem explicar a atitude irresponsável dos médicos que não prescrevem um tratamento adequado para pacientes de covid que podem fazê-lo são: mau-caratismo, interesses escusos, ignorância absoluta da ciência médica, falta de ética, de moral e de vergonha na cara. Principalmente porque muitos desses médicos têm esses medicamentos guardados em suas casas e consultórios, para usarem caso sejam acometidos pela doença, tendo muitos deles se tratado dessa forma.

Antes de concluir eu gostaria de alertar uma última vez que esses remédios não são curas milagrosas, há pessoas que os tomaram e mesmo assim a covid os venceu, e há pessoas que não os tomaram e mesmo assim venceram a covid, bem como a recíproca é verdadeira.

Após a exposição da minha experiência recente, e de algumas informações sobre o tratamento contra covid-19, gostaria de deixar algumas sugestões para você leitor nesse tempo de pandemia (lembrando que são recomendações genéricas e que não servem para todos). Realize atividades físicas rotineiramente; tome sol; se alimente bem (alimentação natural e equilibrada); durma bem; deixe a sua casa limpa e arejada; realize suplementação vitamínica caso seja necessário; faça exames médicos de rotina; trabalhe e estude; não participe de aglomerações; mantenha os cuidados de higienização e distanciamento social; vacine-se; caso sinta qualquer sintoma vá imediatamente a um médico, seja ele do SUS, de um plano de saúde ou mesmo uma consulta particular; consulte mais de um médico; caso tenha condição financeira compre um oxímetro para você e sua família; não use medicamentos sem acompanhamento médico; se você estiver com covid-19, for a um “médico”, e ele te mandar de volta para casa dizendo que você só deve retornar ao hospital caso sinta falta de ar, diga sem hesitar na sua cara para que ele use o cérebro e o coração que possui, e vá imediatamente para um médico de verdade.

Quem não compreende e aplica o que foi descrito aqui é o verdadeiro negacionista, anti-ciência e anti-humano.

 

Em memória de Angelina Maria Alves Barboza

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.Por: Jason Medeiros

Jason de Almeida Barroso Medeiros, 27 anos, bacharelando em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco; Oficial da Reserva do Exército Brasileiro pelo CPOR/R; Entusiasta da filosofia política e editor do perfil @ocontribuinteoriginal no Instagram.

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