Insensato

Ex-ministro da Saúde Pazuello é flagrado sem máscara em shopping de Manaus

Ao ser questionado pelo não uso do equipamento de proteção, o militar respondeu de forma irônica: "Pois é. Tem que comprar, né? Sabe onde tem para vender?

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi flagrado em um shopping na cidade de Manaus sem a máscara de proteção no último domingo, 26 de abril. Ao ser questionado pelo não uso do equipamento de proteção, o ex-chefe da Saúde, que vem sendo investigado pela CPI da Covid-19, respondeu de forma irônica: “Pois é. Tem que comprar, né? Sabe onde tem para vender?

Por meio de nota, o Manauara Shopping confirmou o passeio desprotegido do ex-ministro da Saúde.

“O Manauara Shopping informa que o ex-ministro Pazuello ingressou no estabelecimento sem máscara, mas com a orientação de se dirigir a um quiosque próximo para adquiri-la de imediato”, afirma o texto. “Assim foi feito e o ex-ministro com ela se manteve enquanto permaneceu no shopping”, justificou a instituição.

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“Os protocolos de segurança do Manauara Shopping são, porém, rigorosos e o ingresso do ex-ministro não deveria ter ocorrido. O Manauara Shopping se desculpa pela falha de protocolo, que será apurada e resultará desde já em amplo reforço de treinamento. É importante apenas pontuar que o sucesso do combate ao coronavírus sempre dependerá do engajamento e do bom senso de todos”, encerra a nota.

Decisão

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, pela omissão dos agentes públicos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando se verificou, no Amazonas, a crise no fornecimento de oxigênio medicinal e o aumento no número de mortes por covid-19, durante a chamada segunda onda da pandemia.

A ação, apresentada na terça-feira, 13 de abril, à Justiça Federal no Amazonas, inclui ainda três secretários do Ministério da Saúde e o coordenador do Comitê de Crise do Amazonas, Francisco Ferreira Máximo Filho.

Após investigação conduzida no Inquérito Civil 1.13.000.000061/2021-04, o MPF identificou atos de improbidade administrativa em cinco situações distintas, descritas e comprovadas detalhadamente na ação: atraso e lentidão do Ministério da Saúde no envio de equipe para diagnosticar e minorar nova onda de covid-19 no Amazonas; omissão no monitoramento da demanda de oxigênio medicinal e na adoção de medidas eficazes e tempestivas para evitar seu desabastecimento; realização de pressão para utilização de ‘tratamento precoce’; demora na adoção de medidas para transferência de pacientes que aguardavam leitos; e ausência de medidas de estímulo ao isolamento social.

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