Declaração

Armando Monteiro: “adiamento do Censo revela inversão de prioridades”

O ex-senador usou suas redes sociais para criticar a decisão do Governo Federal, afirmando que "o Brasil precisa mais do que nunca conhecer-se melhor nestes novos tempos."

Em suas redes sociais, o ex-senador Armando Monteiro (PSDB) criticou o adiamento do Censo 2021. Para ele, a decisão revela a insensibilidade e inversão de prioridades do Governo Bolsonaro.

Veja o que afirma Armando:

O adiamento do Censo 2021 é algo revelador da insensibilidade e da inversão de prioridades do Governo Bolsonaro. Ou será temor da nova fotografia do País, cujas condições socioeconômicas foram extraordinariamente agravadas nos últimos anos pela inépcia do governo e pelos efeitos da pandemia? O Brasil precisa mais do que nunca conhecer-se melhor nestes novos tempos.

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Cancelamento do Censo 2021

O Secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse no dia 23 de abril, que o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estava previsto para este ano, não será realizado em razão da falta de orçamento.

“Não há previsão orçamentária para o Censo, portanto ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo desse ano, em particular em decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentária [formada por Casa Civil e Ministério da Economia]”, declarou o secretário.

Os recursos necessários para o Censo, que acontece, em geral, a cada dez anos, eram da ordem de R$ 2 bilhões. Durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional, os parlamentares já haviam feito um corte de R$ 1,76 bilhão, agora, foi confirmada a retirada dos recursos. Segundo Waldery, novas decisões serão comunicadas oportunamente.

No início do mês, o IBGE já havia suspendido as provas do processo seletivo para recenseadores e agentes censitários que trabalhariam na pesquisa. Cerca de 17 mil agentes censitários e 182 mil recenseadores seriam contratados.

Os dados populacionais do Censo são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e para uma série de outras transferências da União para estados e municípios. A última contagem da população foi realizada no Censo Demográfico de 2010.

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