Disputa

PT e partidos do Centrão na briga pelo voto evangélico nas eleições de 2022

O presidente Bolsonaro ganhou ainda mais pontos com esse eleitorado ao tentar convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) da abertura de templos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Os evangélicos podem ser decisivos na disputa presidencial de 2022, como foram em recentes disputas nos últimos pleitos. Cientes disso, os potenciais adversários na disputa se articulam para conquistar ao menos parte desse apoio hoje majoritariamente direcionado para a reeleição do presidente.

Embora sem sucesso, Bolsonaro ganhou ainda mais pontos com esse eleitorado ao tentar convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) da abertura de templos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Do outro lado do espectro político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para abrir diálogo com fiéis e igrejas independentes. Entre os dois polos, candidatos de centro procuram uma brecha para se aproximar desse segmento.

“Por enquanto, não tem ninguém que possa fazer frente a Bolsonaro no mundo evangélico. Ninguém”, disse o pastor Silas Malafaia, que lidera desde 2010 a Assembleia em Deus Vitória em Cristo.

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“Eu conheço essa turma toda, as grandes lideranças (evangélicas). Não conheço um líder desses que esteja conversando com outro (presidenciável) ou apoiando outro”, afirmou Malafaia que completou, “das grandes lideranças, 99% apoiam Bolsonaro.”

Enquanto Bolsonaro tem o apoio de pastores, Lula aposta num caminho diferente: falar diretamente com os fiéis e com os pastores de igrejas independentes, que não são ligadas a nenhuma grande congregação.

O partido planeja um encontro nacional de evangélicos da legenda, o terceiro do tipo na história do PT, para o segundo semestre, visando 2022.

“Nunca procuramos o apoio dos líderes. Vamos para o processo de convencimento, de militância”, afirmou a deputada Benedita da Silva, uma das principais líderes evangélicas do PT.

Segundo ela, as igrejas evangélicas possuem muitos fiéis de menor renda que foram beneficiados por políticas sociais da era petista. Em 2010, os evangélicos representavam 22% da população do Brasil.

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