Posicionamento

Mourão sobre Lula: “Os crimes não são anulados. Estão aí”

Vice-presidente do Brasil lamentou a decisão do STF em anular todas as condenações do ex-presidente nas investigações da Operação Lava Jato.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas investigações da Operação Lava Jato. De acordo com Mourão, “os crimes não são anulados. Os crimes estão aí, está anulado o processo”.

Segundo Mourão, mesmo com a decisão do STF, os crimes do petista estão evidentes e não foram excluídos. Na ocasião, Mourão fez questão de pontuar que Lula foi condenado diversas vezes no Judiciário.

“Esses crimes foram julgados em três instâncias, as três instâncias condenaram”, declarou, nesta sexta-feira, 16, na chegada ao Palácio do Planalto. O que estou dizendo, [é que] eles foram cometidos. Você não está passando uma borracha nos atos que aconteceram, está passando uma borracha no processo”, disparou Mourão.

Declaração

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), elogiou o golpe militar de 1964, que completa 57 anos na quarta-feira (31/3).

“Neste dia, há 57 anos, a população brasileira, com apoio das Forças Armadas, impediu que o Movimento Comunista Internacional fincasse suas tenazes no Brasil. Força e honra!”, escreveu Mourão nas redes sociais.

“Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época”, inicia o texto.

Na sequência, a nota assinada por Braga Netto alega que “os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas”.

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“As Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o país, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.”

Depois de retiradas do calendário oficial das Forças Armadas pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi presa e torturada pela ditadura militar, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ressuscitou as celebrações. Em 2019, o mandatário chegou a pedir que a data voltasse a ser comemorada nos quartéis.

Em 2020, ainda sob comando do general Fernando Azevedo e Silva — que deixou o posto esta semana —, o Ministério da Defesa publicou uma nota dizendo que o regime militar foi um “marco para a democracia”, mesmo tendo instalado uma ditadura de 21 anos.

No último dia 17, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região acatou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) para que o governo federal possa fazer atividades em alusão ao golpe militar de 1964. O julgamento teve placar de 4 a 1.

O texto de Braga Netto alusivo aos 57 anos do golpe o classifica como “movimento” e diz que ele é parte da trajetória histórica do Brasil. “Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.”

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