Educação

Professores da rede estadual de ensino decretam greve dias antes do retorno das aulas presenciais em PE

O Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco), tomou a decisão nesta quinta-feira, 15 de abril, e exige profissionais de educação vacinados contra Covid-19.

Em assembleia geral virtual realizada na quinta-feira, 15 de abril, trabalhadores e trabalhadoras em Educação do Estado de Pernambuco decretaram greve em todas as atividades presenciais na rede estadual de ensino, alegando que os professores e demais membros da categoria devem ser vacinados antes do retorno nas escolas.

A assembleia foi realizada pelo Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco). Na mesma reunião, a categoria também decidiu que as atividades remotas podem continuar ocorrendo. A greve será deflagrada na próxima segunda-feira (19), cumprindo o prazo de 72 horas de antecedência conforme estabelece a legislação de greve.

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O Sintepe representa professores e professoras, servidores administrativos e analistas da rede pública estadual de Pernambuco. O Sindicato informou que enviou e-mail ainda na noite desta quinta-feira (15) para o Governo do Estado, assim como vai dar ampla publicidade à sociedade da decisão coletiva da categoria. A direção do Sintepe vai divulgar um calendário de atividades de apoio à greve.

O Sindicato já colocou nas ruas a Campanha “Respeite nossas vidas! Vacine os/as Trabalhadores/as em Educação!”. A campanha está sendo veiculada em mídia externa e nas redes sociais do Sindicato. A ideia é reforçar a luta pela vida de toda comunidade escolar – ameaçada pela covid-19 – e posicionar-se contra o retorno às atividades presenciais neste momento da pandemia. 

Cobrança na Alepe

A deputada Teresa Leitão (PT) repercutiu, na Reunião Plenária da quinta-feira (25), o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) sobre as mortes de dez professores da rede pública estadual devido à Covid-19, na última semana. A parlamentar pediu a análise do Projeto de Lei (PL) nº 1785/2021, apresentado por ela em fevereiro, para incluir esses profissionais como grupo prioritário na fase 1 do programa emergencial de vacinação. 

“O ensino remoto não dá conta de tudo e sequer chega a todas as crianças. Tempo pedagógico está sendo perdido e há uma pressão para a reabertura das escolas”, descreveu a petista. É necessário que a gente, ao cobrar o funcionamento das instituições de ensino, também indique a prioridade aos trabalhadores em educação para a vacina”, defendeu.

De acordo com Teresa, tramitam 25 projetos sobre a vacinação na Casa, oito dos quais apontam grupos a serem considerados prioritários. Ela pediu agilização da análise dessas propostas, citando rodoviários, policiais, sepultadores, bancários, dentistas e odontólogos entre as categorias mais expostas à contaminação. No pronunciamento, a deputada expressou, ainda, solidariedade aos familiares das mais de 300 mil vítimas da pandemia no Brasil.

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