Senado

Partidos indicam nomes para compor CPI da Covid, Humberto e Renan são alguns; veja a lista completa

Cabe ao presidente da casa, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas.

Lideranças de partidos no Senado já possuem uma decisão sobre quem participará da Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI da Covid. O objetivo desta comissão é investigar ações do Governo Bolsonaro no combate à pandemia da Covid-19 no Brasil. Até o momento, 11 senadores já foram indicados, juntamente com sete suplentes, para ocuparem vagas na comissão. Segundo informações, a divisão é feita tendo como base a proporção das atuais bancadas no Senado.

Os membros titulares da comissão são: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (Pode-CE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC).

Os suplentes dos partidos serão Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Zequinha Marinho (PSC-PA). Os nomes foram apurados pela reportagem da EBC junto às assessorias dos senadores e partidos.

De acordo com a Agência Senado de Comunicação, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas. Ele, no entanto, já indicou que os encontros, a princípio, ocorrerão nas dependências da Casa.

Pressão

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou no domingo, 11 de abril, uma conversa telefônica com o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No diálogo, o Chefe do Executivo pressiona o parlamentar para que a CPI da Covid no Senado também investigue governadores e prefeitos.

“Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir para cima de mim. O que tem que fazer para ser uma CPI útil para o Brasil: mudar a amplitude dela, bota presidente da República, governadores e prefeitos”, afirmou.

A comissão, que será instaurada no Senado a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, deve apurar as supostas omissões do governo federal durante a pandemia do novo coronavírus.

Na ligação, que foi feita no sábado, 10 de abril, Bolsonaro diz que teme um relatório “sacana”, que apenas o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, seria ouvido na investigação.

 “Se não mudar (a amplitude), a CPI vai simplesmente ouvir o (ex-ministro Eduardo) Pazuello, ouvir gente nossa, para fazer um relatório sacana”, disse.

Leia mais:
>>> Senador, aliado de Bolsonaro, quer inclusão de governadores e prefeitos na CPI da Covid

Reação do Presidente

Nesta segunda-feira, 12 de abril, o Presidente Jair Bolsonaro criticou em conversa com apoiadores, o senador Kajuru por ter gravado a ligação.

“Eu fui gravado em uma conversa telefônica, está certo? A que ponto chegamos no Brasil. Gravado”

Bolsonaro disse que a conversa só poderia ter sido gravada com autorização judicial.

“Não é vazar. É te gravar. Gravação só com autorização judicial. Gravar o presidente e divulgar…E outra, só para controle, falei mais coisa naquela conversa. Pode divulgar tudo, da minha parte” disse o Presidente.

CPI da Covid

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou na quinta-feira, 8 de abril, que o Senado adote as medidas necessárias para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia de covid-19.

Barroso atendeu ao pedido de liminar feito pelos senadores Jorge Kajuru (GO) e Alessandro Vieira (RS), ambos do Cidadania. Os parlamentares alegaram suposta omissão da Casa na instalação da comissão.

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