Manifesto

Marcha da Família movimentou o domingo no Recife e Brasil

Ato aconteceu por meio de iniciativa de religiosos Cristãos que protestaram o direito da liberdade após STF negar o direito das igrejas funcionar durante pandemia.

No último domingo, 11 de abril, religiosos promoveram em todos o Brasil a Marcha da Família Cristã pela liberdade. A manifestação teve o objetivo de protestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que liberou estados e municípios a colocar restrições em celebrações religiosas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus. No Recife, a marcha saiu do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, até o Shopping Tacaruna, em Olinda.

Além de Pernambuco, a marcha presencial aconteceu no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas e no Piauí. A programação de cada cidade foi diferente. Umas capitais realizaram caminhada, outras carreatas e outros locais, os manifestantes chegaram a bloquear a pista.

Entenda o caso:

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar, na quinta-feira (8), a possibilidade de liberação ou não da realização de cultos e missas presencialmente durante a pandemia da Covid-19. Após o relator, ministro Gilmar Mendes, proferir seu voto contra a permissão, o ministro Nunes Marques abriu a divergência e empatou o julgamento em 1 x 1.

Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia acompanharam Gilmar e formaram maioria contra as celebrações religiosas presenciais: 6 x 2; Toffoli seguiu Nunes Marques.

A ministra Cármen Lúcia foi a quinta a acompanhar o ministro Gilmar Mendes, em defesa do direito de estados e municípios proibirem cultos e missas presenciais durante a pandemia. “Tenho a compreensão de que não se discute liberdade de consciência e de crença, apenas os limites temporários”, disse.

“A ciência, a medicina de evidências, são no sentido de que são necessárias medidas restritivas, para diminuir a proliferação desse vírus”, complementou.

A ministra Rosa Weber também seguiu o relator. Ela afirmou que não se pode mudar o foco da discussão.

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“O que está em debate não é o direito à liberdade religiosa, mas sim a defesa da vida.”

O ministro Dias Toffoli, em breve voto, afirmou que acompanha a divergência de Nunes Marques, em favor da liberação de cultos na pandemia.

Barroso antecipou que divergiria do ministro Nunes Marques logo ao começar a votar. Ele defendeu a ciência e a medicina, pois, segundo ele, “espírito não existe onde não haja corpo”.

Para Nunes Marques, a abertura de igrejas durante a pandemia é importante para os fiéis. Ele disse que são necessários padrões mínimos de segurança para a liberação de práticas religiosas, como distanciamento, uso de álcool em gel e janelas abertas.

“Tenho ouvido que vivemos a pior crise sanitária dos últimos 100 anos. É verdade. Mas também vivemos uma das maiores crises de direitos individuais e coletivos dos últimos 100 anos. Há atmosfera de intolerância, em que falar de direitos das pessoas é taxado de negacionismo”, disse.

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