Disputa

Candidato da direita vence no Equador depois de 40 anos da esquerda no poder do país

Andrés Arauz, candidato derrotado, queria dar indulto a ex-presidente que está foragido por corrupção após condenação em escândalo envolvendo a empreiteira brasileira.

No Equador, o Conselho Nacional Eleitoral divulgou os resultados preliminares do segundo turno das eleições presidenciais, que deram a vitória ao candidato de direita, Guillermo Lasso, sobre Andrés Arauz. Ao final desse processo, será realizada a apuração oficial, com checagem voto a voto. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias e, então, a confirmação oficial do próximo presidente para os próximos cinco anos.

Com mais de 97% das atas apuradas, Lasso aparece com cerca de 52,5% dos votos válidos, contra 47,5% para Arauz.

Após o resultado preliminar, o candidato a presidência do país que segue na frente do pleito presidencial usou as redes sociais para agradecer o apoio da população do Equador nas urnas.

“Obrigada Equador por demonstrar seu apoio nas urnas. Como corresponde, vamos esperar os resultados oficiais. Estamos positivos e com fé lá em cima”, afirmou Lasso.

Guillermo Lasso, 65 anos, é um poderoso homem de negócios e proprietário de holdings financeiras que incluem o Banco Guayaquil, um dos maiores do Equador.

Esta é terceira vez que ele tenta se tornar presidente do país. Em 2013, ele ficou em segundo lugar depois da vitória de Rafael Correa — que apoiou Andrés Arauz na eleição de 2021. Naquela ocasião, Correa venceu para seu segundo mandato com mais de 57% dos votos. Em 2017, Lasso perdeu para Lenín Moreno no segundo turno, que na época da eleição também era apoiado por Correa, mas que depois rompeu e se tornou o oposto do ex-mandatário.

Aos olhos de alguns analistas, Lasso é o candidato que representa os ideais daqueles que desejam dar continuidade ao modelo econômico neoliberal no país e, portanto, tem o apoio das elites empresariais e dos setores mais conservadores da sociedade.

O candidato da aliança Creo também é lembrado na memória equatoriana de duas formas, por sua carreira como banqueiro de sucesso que fez uma fortuna de milhões, e por seu papel no dramático episódio da crise financeira de 1999, conhecido como o Feriado Bancário.

Da redação do Portal com informações Jornal Brasil de Fato 

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