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XP/Ipespe: Lula cresce e já aparece empatado tecnicamente com Bolsonaro em Pesquisa

Nas simulações de segundo turno, Lula também está numericamente à frente de Bolsonaro, com 42% a 38%. Em outros cenários testados, o presidente Bolsonaro aparece empatado com Sergio Moro, ambos com 30%, e com Ciro Gomes, ambos com 38%.

Pouco menos de um mês após decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou condenações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o tornou elegível, cresceu o nível de apoio ao líder petista entre o eleitorado.

É o que mostra nova rodada da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 29 e 31 de março. Segundo o levantamento, Lula agora aparece com 21% das intenções de voto no cenário espontâneo para a corrida presidencial a mais de 18 meses do pleito.

Vinte dias atrás, 17% dos entrevistados indicavam o nome de Lula em questionamentos sobre em quem votariam se a eleição presidencial ocorresse naquela data, quando não lhes eram apresentados nomes de candidatos.

Confira Números: Pesquisa-XP_-2021_04 (Pesquisa na Integra)

Em comparação com janeiro, o desempenho atual de Lula corresponde a um salto de 16 pontos percentuais. Com isso, o líder petista se aproximou ainda mais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que aparece com 24% ‒ oscilação negativa de 1 p.p. ante meados de março.

Como a margem máxima de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados neste cenário ‒ quadro que se repete nas simulações de primeiro e segundo turnos.

Os dois têm ampla vantagem em relação aos demais citados no levantamento espontâneo. A terceira posição é ocupada pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Na sequência, o ex-juiz federal Sergio Moro (sem partido); Guilherme Boulos (PSOL), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST); e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), aparecem com 1% das intenções de voto cada.

A simulação espontânea costuma testar a cristalização do apoio a determinados candidatos em corridas eleitorais. No entanto, dada a distância de mais de um ano para o pleito, tal medida tende a favorecer nomes mais conhecidos.

Já que a disputa ainda não está tão presente no imaginário popular e sequer os nomes dos postulantes ao cargo são conhecidos, o resultado não necessariamente indica o quadro a ser desenhado às vésperas da corrida, em 2022.

Fonte: Infomoney 

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