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PF faz prisões e buscas em 12 estados por saques ilegais do auxílio; prejuízo chega a R$ 1,3 mi

As ordens foram expedidas pelo Juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Cuiabá (MT), que determinou ainda a suspensão do exercício da função pública de nove pessoas, além de decretar o sequestro de bens dos investigados.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (30/3) a Operação Mal Estar, com o objetivo de investigar denúncias de fraude no recebimento do auxílio emergencial por servidores públicos de Guaratuba.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências de Curitiba, Guaratuba e na Secretaria do Bem Estar e da Promoção Social de Guaratuba. As ordens judiciais foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

No endereço dos alvos foram apreendidos computadores, telefones celulares e documentos que darão sequência às investigações relacionadas aos supostos crimes cometidos.

As ordens foram expedidas pelo Juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Cuiabá (MT), que determinou ainda a suspensão do exercício da função pública de nove pessoas, além de decretar o sequestro de bens dos investigados.

PF faz prisões e buscas em 12 estados por saques ilegais do auxílio; prejuízo chega a R$ 1,3 mi
Operação da PF em Guaratuba/ Foto: Divulgação/ PF

Ao longo das investigações, a Polícia Federal descobriu que, inicialmente, o grupo atuava desviando precatórios judiciais, que acabam sendo embolsados por terceiros que participavam do esquema. A corporação indica que as ações da organização criminosa em tal sentido resultaram no levantamento ilegal de mais de R$ 13 milhões em precatórios, além de mais de R$ 2,7 milhões em tentativas de saques em várias regiões do país.

Em nota, a PF explicou que “a investigação apontou que a organização criminosa cooptava servidores da instituição bancária, que forneciam informações sobre precatórios à disposição para saque. Também foi constatada a participação de servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso. O grupo investigado é composto por um número significativo de pessoas, dentre elas advogados e funcionários públicos”.

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Operação da PF em Guaratuba/ Foto: Divulgação/ PF

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Os investigadores apontam ainda que o esquema contava com a confecção de documentos falsos, forjados com os dados dos beneficiários dos precatórios e as fotografias dos estelionatários. Estes últimos sacavam os valores junto ao banco Depois do levantamento do precatório, o dinheiro era pulverizado em diversas contas, “com o intuito de ocultar a origem ilícita”, diz a PF.

Após a interrupção temporária do pagamento de precatórios pela Caixa em 2020, a organização criminosa passou a fraudar parcelas do auxílio emergencial.

“Restaram efetuados aproximadamente 1.570 saques de benefícios, entre os meses de abril de 2020 e março de 2021, resultando em um prejuízo superior a R$ 1,3 milhão”, indica a Polícia Federal.

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