Repúdio

Governadores assinam nota onde reclamam de fake news e estímulos a motins policiais

Mandatários de 16 estados divulgaram o documento na segunda-feira, 29 de março, após ameaças de morte e declaração da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

Governadores de 16 estados divulgaram na segunda-feira, 29 de março, uma nota em conjunto onde reclamam de ameaças sofridas, das Fake News e também de estímulos a motins policiais. Entre os que assinaram, está o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

“Estimular motins policiais, divulgar Fake News, agredir Governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático”, escreveram.

Os governadores de São Paulo e Ceará, João Dória e Camilo Santana respectivamente, denunciaram ameaças de morte. Dória anunciou recentemente, que se mudaria para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, após sofrer essas ameaças.

Confira na íntegra o documento assinado pelos mandatários:

Governadores

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Nota assinada por 16 governadores. Foto: Reprodução

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Ameaça de Motim

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) defendeu, em mensagem publicada na madrugada da segunda-feira, 29 de março, em rede social, um motim de policias militares contra o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

O incentivo foi publicado pela parlamentar no Twitter, em comentário à morte do soldado da PM Wesley Soares Góes, após ter invadido, no domingo (28), o gramado em frente ao Farol da Barra, em Salvador (BA), e ter disparado pelo menos uma dezena de tiros para o alto.

“Soldado da PM da Bahia abatido por seus companheiros. Morreu porque se recusou a aprender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia. Esse soldado é um herói. Agora, a PM da Bahia parou. Chega de cumprir ordem ilegal”, escreveu Kicis.

O tuíte, no entanto, foi apagado logo no início da manhã.

“As redes ficaram emocionadas com a morte do soldado. Mas refletindo melhor prefiro aguardar os rumos da investigação”, prosseguiu a deputada.

Questionada, novamente, se a frase “chega de cumprir ordem ilegal” não estaria incentivando o motim, a parlamentar não respondeu.

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