Ato

Associação de PMs da Bahia faz manifesto contra governador Rui Costa (PT) por morte de militar que fez protesto

Protesto aconteceu no Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos de Salvador, na Bahia.

Na manhã desta segunda-feira, 29 de março, Policiais militares do estado da Bahia protestam pela morte do SD. Wesley Soares Góes. O anúncio do protesto foi publicado no perfil da Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia. Algumas imagens do protesto já foram publicadas na conta oficial do Instagram.

O ato acontece de forma pacífica e ordeira no Farol da Barra e todos os profissionais de segurança de todos as cidades estão convocados para participar de acordo com a realidade local.

 

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Entenda o caso:

O policial militar Wesley Soares Góes, que foi baleado após atirar para cima e contra policiais na tarde do domingo (29) na região do Farol da Barra, em Salvador, morreu horas depois no Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) na noite de domingo.

De acordo com a secretaria, o policial apresentava descontrole emocional quando começou a efetuar disparos.

Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) tentaram negociar com ele por 3 horas e meia, mas o homem acabou atingido por tiros depois de disparar com fuzil contra os policiais.

A família informou que Wesley Góes nunca tinha apresentado surtos. O policial tinha o rosto pintado de verde e amarelo quando começou a efetuar tiros no Farol da Barra.

O PM era noivo e trabalhava na 72ª CIPM havia pelo menos quatro anos. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levado para o hospital. Segundo o major da 72ª CIPM, Hosannah Santos Rocha, o soldado chegou a ficar intubado, mas não resistiu.

Declaração

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Paulo Coutinho, disse há pouco em coletiva de imprensa que a ação que resultou na morte do soldado Wesley Soares Góes foi “necessária”, diante do risco para a tropa e demais cidadãos.

“Enquanto os disparos não estavam oferecendo riscos para a tropa e para as pessoas que circulavam, protegemos a integridade do soldado. Sempre temos esse cuidado, temos expertise de atender ocorrência dessa natureza. Foram utilizadas outras alternativas porém ele estava com uma arma de grande poder de letalidade e em determinado momento todos os recursos de isolamento e proteção foram esgotados”, disse.

Segundo ele, ocorrências críticas possuem muitas motivações e só podem ser esclarecidas após a abertura do processo investigativo.

“Mas ali foi um típico caso de um individuo que estava passando por um transtorno mental e estava desconectado da realidade. As imagens falam por si só.”

Coutinho criticou quem está usando o caso para insuflar rebelião na PM contra governadores que adotam lockdown. Os bolsonaristas Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro usaram as redes para politizar o caso.

“Estamos com o alto comando da corporação em funcionamento para servir e proteger o cidadão. Qualquer manifestação de ordem política não cabe nesse momento.”

Da redação do Portal com informações do G1  e do Site O Antagonista

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