Investigação

Após chamar Bolsonaro de genocida, Felipe Neto é intimado a depor na polícia

Youtuber criticou a gestão do presidente durante a pandemia da Covid-19 e é acusado por suposto crime previsto na Lei de Segurança Nacional.

Na última segunda-feira, 15 de março, a Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou o youtuber Felipe Neto a depor. Segundo o influenciador, a convocação veio depois que ele chamou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de “genocida”, em relação a sua gestão durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Felipe Neto é acusado por suposto crime previsto na Lei de Segurança Nacional.

De acordo com informações do site Poder 360, o influenciador foi intimado pelo delegado Felipe Sartori, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). Já é a segunda vez que Sartori indicia o youTuber, em 2020 o delegado indiciou o influenciador por corrupção de menores.

“Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo, NUNCA o contrário. Carlos Bolsonaro, vc não me assusta com seu autoritarismo.”, disse Felipe Neto.

Nas redes sociais, o youtuber falou sobre o caso e afirmou que o que aconteceu é uma “clara tentativa de silenciamento”. Em uma das publicações, o influenciador disse que que “eles querem que eu tenha medo”, que eu tema do poder dos governantes”.

Na última segunda-feira o influenciador divulgou um pronunciamento a respeito da acusação de crime por ter chamado o presidente de genocida. No vídeo, Felipe Neto disse que vai enfrentar tentativas de silenciamento do governo Bolsonaro e reiterou que o governo quer propagar o medo. Na ocasião, o comunicador agradeceu o apoio que recebeu por parte da população. A publicação do youtuber até o momento já tem mais de 25 mil compartilhamentos no Twitter.

Veja o vídeo completo:

Leia também:
>>>Wolney Queiroz: “Administração de Bolsonaro é desastrosa, irresponsável e genocida”
>>>“Bolsonaro é o pior presidente do mundo”, declara o youtuber Felipe Neto

Comentário

A indicação da médica cardiologista Ludhmila Hajjar para assumir o Ministério da Saúde não decolou. O presidente Jair Bolsonaro recebeu a cardiologista do Incor e dos hospitais Star, da Rede D’Or, no último domingo, 14 de março, e na manhã da segunda-feira, 15 de março, As conversas não fluíram bem para nenhum dos lados.

Participaram da reunião de domingo, no Palácio da Alvorada, o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). As presenças de Pazuello e do filho do presidente foram uma surpresa para a médica.

Ludhmila Hajjar veio a Brasília com o apoio –público ou reservado– de nomes como o do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); do procurador-geral da República, Augusto Aras; e dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Todos, de uma forma ou de outra, deixaram Bolsonaro saber que apoiavam a cardiologista para ser a nova ministra da Saúde.

A reportagem do Poder360 apurou que o presidente em determinado momento dirigiu-se a Ludhmila no seu estilo que mistura franqueza com rispidez: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”.

Opinião

Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, na sexta-feira (26), Lula afirmou que é preciso criar um antagonismo a um projeto de governo que é contra o povo brasileiro e que está levando à destruição do Brasil.

“Não é possível continuar com um governo genocida como esse, brincando com máscara, dizendo que não pode usar máscara. Bolsonaro não leva em conta que ontem morreram 1.582 pessoas. Para ele, esses mortos não valem nada”, acusou Lula. “[Bolsonaro] mantém um ministro da Saúde que menos entende de saúde e de logística. Promete vacina mas não tem porque não encomendou”, condenou.

Deixe seu comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Enviar Mensagem
Entre no Grupo de WhatsApp do Portal