Pedido

Defesa de Eduardo Cunha pede suspeição de Moro ao STF

A solicitação de Cunha se baseia nas mensagens de Moro e do ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, apresentadas ao STF pela defesa do petista.

A defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) também pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seja declarada a suspeição do ex-juiz Sergio Moro por quebra de imparcialidade na sua atuação. O pedido foi baseado nas mensagens hackeadas da operação Lava Jato, obtidas na Operação Spoofing. A informação é da colunista Bega Megale, do jornal O Globo.

No pedido, protocolado na terça-feira, 9, os advogados de Eduardo Cunha, argumentam que as conversas indicam conluio entre Moro e os procuradores da Lava Jato. O pedido ocorreu pouco antes de a Segunda Turma analisar o habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula que também tem como objeto declarar a parcialidade de Moro.

A solicitação de Eduardo Cunha se baseia nas mensagens de Moro e do ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, apresentadas ao STF pela defesa do petista. No habeas corpus de 40 páginas, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso sustentam, com base nas conversas, que se trata do “maior escândalo do Judiciário brasileiro”.

Cunha foi sentenciado pelo ex-juiz de Curitiba a 15 anos de prisão no caso conhecido como petrolão. Também foram imputados a ele os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por manter valores na Suíça. Atualmente o deputado cumpre em casa uma ordem de prisão preventiva decretada há quatro anos e cinco meses.

Fonte: atarde.com.br

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Em discurso e entrevista nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não queria mais se encontrar com donos de jornais e emissoras de televisão e criticou a atuação da imprensa.

No discurso, o petista criticou em especial os veículos do Grupo Globo, durante os processos que levaram à sua condenação pelas investigações da operação Lava Jato.

Apesar das críticas ao jornalismo da emissora TV Globo, o ex-presidente se dispôs a dar uma entrevista ao jornal Valor Econômico, veículo que pertence ao grupo.

“Eu vou viver meu novo normal agora fazendo o que eu sei fazer. Eu vou conversar com os políticos desse país, dirigentes de sindicato, empresários, não quero saber se é engenheiro, plantador de soja, criador de galinha. Ou seja, se o cara tiver disposto a conversar sobre esse país, pode ficar certo que ele encontrará em mim um interlocutor. A única coisa que eu não faço e não farei é atender pedido para almoçar com diretor de jornal, de revista e dono de televisão. Eu já cansei de fazer e nunca resultou em um benefício, porque muitas vezes eles não se comportam como donos de um meio de comunicação de interesse público, eles tratam como uma coisa privada”, declarou Lula durante sua entrevista.

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O ex-presidente respondeu a pergunta de uma repórter do Valor Econômico e a afirmou por duas vezes que o veículo está devendo uma entrevista a ele, e que poderia ser articulado um novo encontro com o jornal.

“O Valor está me devendo uma entrevista. Porque a última que eu dei foi há uns 4 anos atrás” (sic), disse.

O ex-presidente também afirmou que faz mais de 5 anos que não dá um entrevista exclusiva para TV.

“Faz 5 anos que eu não falo com a imprensa. A última vez que eu dei uma entrevista para a televisão foi há uns 5 ou 6 anos. Eu virei uma espécie de vírus.”

O ex-presidente ainda falou sobre a reportagem do Jornal Nacional falando sobre a anulação de suas condenações.

“Fiquei feliz. Depois da divulgação de tanta mentira contra mim, acho que nós tivemos ontem [3ª feira (9.mar)] um Jornal Nacional épico. Ontem, quem assistiu televisão, não estava acreditando no que estava acontecendo. Pela 1ª vez, a verdade prevaleceu.”

“Fiquei feliz porque espero que a verdade versada pela Globo ontem seja o novo padrão de comportamento com a verdade. A Globo não tem que gostar ou não gostar do presidente, do partido. Ontem fiquei feliz porque eu vi a verdade proferida na íntegra por 2 ministros da Suprema Corte. Espero que continue assim. Porque antes Gilmar [Mendes] e [Ricardo] Lewandowski não apareciam. Apareciam os acusadores durante meia hora e as vezes o Gilmar e Lewandowski, se votassem contra os procuradores, tinham 30 segundos. Dos meus advogados nem falo. O esforço pra que aparecessem por 30 segundo era monumental e nem sempre apareciam.”

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