Atitude

Bolsonaro surge de máscara depois que Lula orientou brasileiros a “não seguirem nenhuma atitude imbecil do presidente”

Chefe do executivo nacional participou de cerimônia que sancionou projetos que têm o objetivo de ampliar a capacidade de aquisição de vacinas contra o novo coronavírus pelo Governo Federal.

Na última quarta-feira, 10 de março, o presidente Jair Bolsonaro apareceu de máscara em cerimônia depois que o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva criticou a posição do Governo Federal durante a pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, o petista fez um apelo a população brasileira para não seguir “nenhuma decisão imbecil do presidente”.

Na cerimônia, o presidente do Brasil sancionou projetos que têm projetos que ampliam a capacidade de aquisição de vacinas contra o novo coronavírus pelo Governo Federal.

Na sua fala Bolsonaro defendeu o governo e disse que a sua equipe foi e são incansáveis desde o primeiro momento da crise sanitária no país.

“Fomos e somos incansáveis, desde o primeiro momento, na luta contra a doença. Desde o início, do resgate de brasileiros que estavam em Wuhan, na China, fomos um exemplo para o mundo. Várias medidas tomamos em 2020. A política lockdown adotada no passado, o isolamento, o confinamento, visava tão somente dar tempo para que os hospitais fossem aparelhados com leitos de UTI e respiradores. O Governo Federal não poupou esforços, não economizou recursos para atender a todos os estados e municípios”, expressou o Presidente.

Na ocasião, Bolsonaro reafirmou ainda que o Governo, desde o início, se movimentou e fechou acordos para adquirir vacinas contra a Covid-19.

“Temos adquiridos mais de 270 milhões de doses de vacinas, a maioria para o primeiro semestre de 21. Já distribuímos 17 milhões de doses de vacinas. Já temos vacinados no Brasil mais de 10 milhões de pessoas. E isso equivale a uma população maior do que a do Estado de Israel, que são 9 milhões de habitantes. O Brasil está fazendo a sua parte. O Governo Federal tem mostrado o seu trabalho.”

De acordo com informações da imprensa, a última vez que Bolsonaro usou máscara de proteção foi no dia 3 de fevereiro, em um evento solene da abertura do ano legislativo do Congresso. De lá para cá, o chefe da nação brasileira participou de 36 eventos oficiais sem utilizar o equipamento de proteção.

Conheça o projeto que vai facilitar a compra de vacinas

O Projeto de Lei de Conversão nº 1, de 2021, oriundo da Medida Provisória nº 1.026, de 2020, sancionado nesta quarta-feira (10), trata de medidas excepcionais para a aquisição de vacinas, insumos, de bens e serviços destinados à vacinação contra a Covid-19 e sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a doença.

O projeto dispensa licitação e estabelece regras mais flexíveis para a aquisição, em especial, de vacinas contra a Covid-19 em fase de desenvolvimento e em momento prévio ao registro sanitário ou à autorização de uso excepcional e emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Permite, por exemplo, que a Anvisa emita autorização excepcional e temporária para importação, distribuição e uso de vacinas mesmo que os estudos clínicos de fase 3 (teste em larga escala) não estejam concluídos e que haja apenas resultados provisórios.

O prazo para análise dessa autorização excepcional será de sete dias, desde que haja registro prévio por autoridades sanitárias estrangeiras no rol indicado no normativo. As agências indicadas são as dos Estados Unidos, da União Europeia, do Japão, da China, do Reino Unido, do Canadá, da Coreia do Sul, da Rússia, da Argentina, da Austrália e da Índia, assim como outras autoridades sanitárias estrangeiras com reconhecimento internacional e certificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O projeto também autoriza estados e municípios a comprar e aplicar imunizantes caso a União não adquira doses suficientes para os grupos prioritários previstos. E determina que a aplicação de vacinas contra a Covid-19 deve seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde.

Leia também:

Brasil registra recorde no número de mortes por Covid-19 em 24h

Pela primeira vez, o balanço diário da pandemia no Brasil registrou na quarta-feira, 10 de março, mais de duas mil novas mortes em razão da covid-19. Foram contabilizadas 2.286 vidas perdidas em um dia. O resultado superou o até então maior resultado, registrado no dia 9, quando foram notificadas 1.972 mortes pela doença.Brasil, Brasil registra 2.286 mortes por Covid-19 em 24h e atinge o maior número desde o início da pandemiaBrasil, Brasil registra 2.286 mortes por Covid-19 em 24h e atinge o maior número desde o início da pandemia

A quantidade de pessoas que não resistiram ao novo coronavírus chegou a 270.656. Ainda há outras 2.930 mortes em investigação, o que ocorre quando o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

O total de casos desde o início da pandemia chegou a 11.202.305. Na ocasião, foram registrados 79.876 novos diagnósticos positivos por equipes de saúde. Ontem a quantidade de casos estava em 11.122.429. O número de pessoas recuperadas subiu para 9.913.739. Já a quantidade de pessoas com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.017.910.

Os dados foram divulgados na atualização diária do Ministério da Saúde, publicada na noite da quarta (10). A atualização é produzida a partir das informações levantadas pelas autoridades estaduais e locais de saúde sobre casos e mortes provocados pela covid-19.

Deixe seu comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Enviar Mensagem
Entre no Grupo de WhatsApp do Portal