Coletiva

Em pronunciamento, Lula fala de Justiça, Lava Jato, Moro, Globo e Bolsonaro; assista o vídeo

O ex-presidente falou pela primeira vez ao readquirir os direitos políticos depois que o ministro do STF Edson Fachin anulou as condenações na força-tarefa de Curitiba.

Nesta quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza um pronunciamento após ter tido condenações da Lava-Jato. A entrevista acontece no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo. A coletiva está sendo transmitida ao vivo pelo YouTube do petista.

Na conversa, Lula cita a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro, lembrando do tempo em que estava sendo preso.

“Como eu tinha clareza das inverdades contadas sobre mim, tomei a decisão de provar a minha inocência dentro da sede da PF, perto do juiz [Sergio] Moro”, disse.

Acompanhe ao vivo a coletiva do ex-presidente do Brasil:

Entenda o caso:

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no dia 8 de março, anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. Na decisão, o ministro entendeu que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações.

Com a decisão, o ex-presidente não terá mais restrições na Justiça Eleitoral e está elegível para disputar um cargo público. Lula, Urgente: Fachin anula todas as condenações de Lula e o torna elegívelLula, Urgente: Fachin anula todas as condenações de Lula e o torna elegível

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Pela decisão, ficam anuladas as condenações nos casos do triplex do Guarujá (SP), com pena de 8 anos e 10 meses de prisão, e do sítio em Atibaia, na qual Lula recebeu pena de 17 anos de prisão. Os processos deverão ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília para nova análise do caso.

A anulação ocorreu porque Fachin reconheceu que as acusações da força-tarefa da Lava Jato contra Lula não estavam relacionadas diretamente com os desvios na Petrobras. Dessa forma, seguido precedentes da Corte, o ministro remeteu os processos para a Justiça Federal em Brasília.

“Apesar de vencido diversas vezes quanto a tema, o relator [Fachin], tendo em consideração a evolução da matéria na 2ª Turma em casos semelhantes, entendeu que deve ser aplicado ao ex-presidente da República o mesmo entendimento, reconhecendo-se que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o juiz natural dos casos”, diz nota do gabinete de Fachin.

A condenação no caso do triplex foi proferida pelo então juiz Sergio Moro. No caso do sítio de Atibaia, Lula foi sentenciado pela juíza Gabriela Hardt.

A decisão também atinge o processo sobre supostas doações irregulares ao Instituto Lula. O processo ainda está em tramitação na 13ª Vara e também deverá ser enviado para Brasília.

 

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