Declaração

Ciro sobre Lula nas Eleições de 2022: “Não contem comigo para esse circo”

Durante entrevista ao colunista do Site UOL, político também disse que a tragédia brasileira não permite mais contemporização.

Ciro Gomes, que foi candidato à presidência do Brasil nas eleições de 2018, criticou na última segunda-feira, 8 de março, a decisão do ministro Edson Fachin de anular os processos envolvendo o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato. Em entrevista ao colunista Kennedy Alencar do Site UOL, o político disse que “Não contem comigo para esse circo”.

Na conversa com o jornalista, além da fala de não contar com o apoio, Ciro Gomes também fez críticas referentes ao tema.

Veja o vídeo:

“A tragédia brasileira não permite mais contemporização”, completou Ciro.

Posicionamento

Depois da divulgação da decisão do ministro Edson Fachin de anular os processos envolvendo o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, na última segunda-feira, 8 de março, o presidente Bolsonaro fez um comentário ressaltando que o magistrado tinha forte ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT). A fala do chefe da nação brasileira foi feita durante uma entrevista à CNN Brasil.

Veja o vídeo:

“O ministro Fachin ele tinha forte, sempre teve uma forte ligação com o PT. Então, não nos estranha uma decisão nesse sentido. Mas, obviamente, é uma decisão monocrática, mas vai ter que passar pela turma, não sei, ou pelo Plenário para que tenha a devida eficácia”, disse Bolsonaro.

Na ocasião, Bolsonaro disse que ficou surpreso com a decisão do ministro e realizou ataques ao petista.

“Agora, todo mundo foi surpreendido com isso daí. Afinal de contas, as bandalheiras que esse governo fez estão claras perante toda a sociedade. Você pode até supor, né, a questão do sítio em Atibaia, do apartamento, mas você tem coisas dentro do BNDES, que o desvio chegou na ordem de meio trilhão de reais com obras fora do Brasil”.

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Entenda o caso

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na última segunda-feira, 8 de março, anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. Na decisão, o ministro entendeu que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações.

Com a decisão, o ex-presidente não terá mais restrições na Justiça Eleitoral e está elegível para disputar um cargo público.

Pela decisão, ficam anuladas as condenações nos casos do triplex do Guarujá (SP), com pena de 8 anos e 10 meses de prisão, e do sítio em Atibaia, na qual Lula recebeu pena de 17 anos de prisão. Os processos deverão ser remetidos para a Justiça Federal em Brasília para nova análise do caso.

A anulação ocorreu porque Fachin reconheceu que as acusações da força-tarefa da Lava Jato contra Lula não estavam relacionadas diretamente com os desvios na Petrobras. Dessa forma, seguido precedentes da Corte, o ministro remeteu os processos para a Justiça Federal em Brasília.

“Apesar de vencido diversas vezes quanto a tema, o relator [Fachin], tendo em consideração a evolução da matéria na 2ª Turma em casos semelhantes, entendeu que deve ser aplicado ao ex-presidente da República o mesmo entendimento, reconhecendo-se que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o juiz natural dos casos”, diz nota do gabinete de Fachin.

A condenação no caso do triplex foi proferida pelo então juiz Sergio Moro. No caso do sítio de Atibaia, Lula foi sentenciado pela juíza Gabriela Hardt.

A decisão também atinge o processo sobre supostas doações irregulares ao Instituto Lula. O processo ainda está em tramitação na 13ª Vara e também deverá ser enviado para Brasília.

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