Crise

Chevrolet e Honda param produção no Brasil por risco de colapso na indústria

De acordo com especialistas, a pandemia de Covid-19 tem relação direta com esse desequilíbrio.

Enquanto o mercado automotivo dá sinais que ainda enfrentará dificuldades para retomar o ritmo de vendas do período pré-pandemia, as fabricantes têm mais motivos para ficarem bastante preocupadas. Recentemente, Chevrolet e Honda foram obrigadas a paralisar a produção de veículos em suas unidades no Brasil, indicando um apagão produtivo que poderá respingar sobre toda a indústria.

Chevrolet, Chevrolet e Honda param produção no Brasil por risco de colapso na indústria
Linha de montagem da Honda. Foto: Reprodução/Internet

A linha de montagem de Gravataí (RS), onde se produz o Chevrolet Onix, teve de interromper suas atividades no início desta semana e ficará por pelo menos um mês com a produção suspensa — a retomada ainda tem data incerta. Já a Honda decretou a paralisação do trabalho de sua fábrica em Sumaré (SP) nos primeiros 10 dias de março.

Ambas as empresas enfrentam problemas semelhantes: por conta da escassez da oferta de componentes elétricos disponíveis no mercado global, as indústrias que dependem dessas matérias-primas para fabricarem seus produtos não conseguem mais dar conta de produzirem suas mercadorias em quantidade suficiente.

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De acordo com especialistas, a pandemia de Covid-19 tem relação direta com esse desequilíbrio: cadeias globais de valor foram interrompidas durante semanas ou meses, o que provocou uma sobrecarga na retomada produtiva. Como praticamente todos os produtos de alto valor agregado dependem de componentes eletrônicos, como os semicondutores, há falta desses produtos no mercado global.

Fonte: Tiago Medeiros (Auto Esporte)

Suspensão

Após conciliação na Justiça do Trabalho, a montadora Ford aceitou suspender as demissões nas fábricas de Taubaté (SP) e Camaçari (BA) durante as negociações com os trabalhadores.

Foram promovidas audiências de conciliação nos tribunais regionais do Trabalho da 15ª, de São Paulo, e da 5ª Região, na Bahia. No acordo firmado com a Justiça do Trabalho na Bahia, ficou estipulado um prazo de 90 dias para as negociações entre empregados e a empresa, período em que serão mantidos todos os salários e benefícios, além da retomada da produção.

A empresa se comprometeu ainda, na audiência com o TRT-15, a manter diálogo semanal com os sindicatos que representam os trabalhadores. As negociações devem envolver a direção mundial da Ford, que tem a capacidade de reverter a decisão do fechamento das fábricas no Brasil.

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