Decisão

Bolsonaro edita MP que libera mais de R$ 2 bilhões para combate do novo coronavírus

Os recursos serão usados por três órgãos voltados para a área da saúde.

O presidente Jair Bolsonaro editou na última quarta-feira, 24 de fevereiro, Medida Provisória (MP) que libera crédito de R$ 2,8 bilhões para o Ministério da Saúde. Os recursos serão usados por três órgãos para combater a pandemia de covid-19.Bolsonaro, Bolsonaro edita MP que libera mais de R$ 2 bilhões para combate do novo coronavírusBolsonaro, Bolsonaro edita MP que libera mais de R$ 2 bilhões para combate do novo coronavírus

O dinheiro será usado pela Fundação Oswaldo Cruz para manter o funcionamento de 173 leitos de UTI de um centro hospitalar, comprar testes, financiar pesquisas e treinar profissionais que atuam na rede de vigilância em saúde.

Os recursos destinados ao Fundo Nacional de Saúde serão utilizados no custeio de UTIs, transporte de oxigênio, no serviço de atenção primária, aquisição de testes e no pagamento de bonificação para 55 mil funcionários da área da saúde que estão atuando no atendimento à população.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), rede de hospitais públicos em Porto Alegre, receberá os recursos para cobrir despesas com compra de medicamentos, equipamentos de proteção individual e exames para diagnósticos.

Oxigênio

O presidente Bolsonaro também assinou Medida Provisória para aumentar a disponibilidade de oxigênio medicinal no país. O produto é usado para tratar pacientes com insuficiência respiratória. A medida pretende desobrigar as empresas do setor de terem que auferir 80% do faturamento com vendas para o mercado externo.

Agência Brasil 

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Posicionamento

O Presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar na sexta-feira, 19 de fevereiro, as medidas de isolamento que governadores e prefeitos vem adotando para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no país, afirmando que “máscara de quem politizou o vírus está caindo”.

“Temos percalços, temos problemas, como ainda temos o grande problema da pandemia, entre outros. Porque aquela política do ‘fique em casa’, feche o comércio, com uma consequência imediata de destruição de milhões de empregos, isso tem que ser mudado. Sempre falei que tínhamos dois problemas lá atrás: o vírus e o desemprego. Deveríamos tratar dos dois com responsabilidade e de forma simultânea. Aqueles que quiseram fazer política com a questão do vírus, a máscara está caindo e o povo entende quem realmente teve coragem, discernimento e muita preocupação em tratar um assunto como esse”, apontou.

A declaração foi feita durante um evento do governo federal em Sertânia, no Agreste de  Pernambuco, onde foram realizados testes na estrutura e o enchimento do sistema adutor do Ramal do Agreste do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Bolsonaro ainda falou que o Brasil “não vai continuar sendo colônia de ninguém e nem escravizado”.

“Todos nós somos um só povo, uma só raça, temos os mesmo desejos, os mesmo sentimentos e os mesmos objetivos. Esse país riquíssimo não vai continuar sendo colônia de ninguém e nem escravizado por quem quer que seja.”

O chefe do Executivo lembrou da “boa relação” que tem com o Congresso Nacional, afirmando que “junto com o parlamento podemos fazer muito.”

“Cada vez mais temos um parlamento independente e consciente da força que tem. Esse parlamento pode fazer muito e fará muito mais ao lado do presidente da República, assim como o presidente sozinho não pode fazer nada sozinho, junto com o parlamento podemos fazer muito. Eu tenho certeza que, com fé em Deus, entregaremos no futuro, a quem vier me suceder, um Brasil muito, mas muito melhor do que aquele que recebi em janeiro do ano retrasado”, garantiu

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