Legislativo

Sirinhaém: Manifestantes protestam contra manobra de reeleição da Câmara de Vereadores

Ato aconteceu na última quinta-feira, 18 de fevereiro. Policiais acompanharam de perto o protesto.

Na cidade de Sirinhaém, moradores da cidade realizaram um protesto contra a manobra do presidente da Câmara dos Vereadores da cidade, Gutemberg Alexandre Rodrigues da Silva (PSD), para garantir a reeleição na mesa diretora da Casa para os anos de 2023 e 2024. A manifestação aconteceu na última quinta-feira, 18 de fevereiro, em frente a sede do Poder Legislativo municipal.

De acordo com informações, a antecipação da eleição da mesa diretora da Casa tem sido vista com muita estranheza pela população da cidade. Em vídeos publicados na internet os manifestantes chamam o atual chefe da Câmara de “ladrão”, por meio de uma rima. O protesto realizado contou com aglomerações e algumas pessoas não usavam máscaras de proteção. A polícia acompanhou de perto a manifestação.

Atualmente a mesa diretora do biênio de 2021 e 2022 é composta por:

Presidente: Gutemberg Alexandre Rodrigues da Silva – PSD
Vice-presidente: Rinalva Oliveira Lima Silva – PSB
1º Secretário: Ismeraldo Tomé dos Santos Junior – PTC
2º Secretário: Verinaldo Manoel de Arouxa – PSD

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Pedido

Em sessão ordinária realizada quinta-feira (4) a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) decidiu recomendar a rejeição das contas do ex-prefeito se Sirinhaém, Franz Hacker (PSB), relativas ao exercício de 2018.

O relatório do TCE apontou, entre outras irregularidades, a fragilidade do planejamento e da execução orçamentária, com uma previsão de receitas irreais, prática que compromete as gestões futuras. O não repasse de contribuições previdenciárias também foi apontado pelo Tribunal de Contas. Segundo o TCE, deixaram de ser repassados R$ 1.724.653,41 da contribuição patronal, o que corresponde a cerca de 28% de todo o valor devido a esse título.

A rejeição ou não das contas fica agora a cargo da Câmara Municipal de Sirinhaém, que pode decidir se acata a recomendação do TCE e torna o ex-prefeito inelegível. Isso porque, a desaprovação pelo Tribunal de Contas não basta para tirar um prefeito das disputas eleitorais. É necessária também uma rejeição por ao menos dois terços da câmara dos vereadores.

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