Posicionamento

Deputado e empresário do ramo de shows e eventos defende Belo por cantar e causar aglomeração

"Absurdo prender um artista que foi contratado para trabalhar", afirmou Carreras ao saber da prisão do artista que teve pedido de habeas corpus de soltura aprovado por desembargador nesta quinta (18).

O deputado federal e empresário Felipe Carreras (PSB-PE) usou as redes sociais para manifestar apoio e solidariedade ao cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo. O artista foi preso na última quarta-feira, 17 de fevereiro, durante uma operação da Secretaria de Estado de Polícia Civil, através da Delegacia de Combate às Drogas do estado do Rio de Janeiro.

O deputado disse que o que aconteceu com o cantor Belo foi um absurdo, pois ele que foi contratado para prestar o trabalho no evento.

“Absurdo prender um artista que foi contratado para trabalhar. Não só ele. Músicos e equipe técnica dependem da renda para sustentar as suas famílias.
Toda minha solidariedade ao Cantor Belo e sua equipe. Não cabe ao prestador de serviços licenças e alvarás”, publicou o deputado.

Por conta da pandemia do novo coronavírus no Brasil,  unidade federativas elaboraram um plano de convivência com a doença. Atividade que incentivam aglomerações neste período estão proibidas com o objetivo de frear os impactos da doença.

Liberdade

O desembargador Milton Fernandes de Souza aceitou o pedido de habeas corpus da defesa do cantor Belo e mandou expedir um alvará de soltura no início da madrugada desta quinta-feira (18). A decisão saiu por volta da 1h20.

O cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, foi preso pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e foi levado para a Polinter, na Zona Norte, na quarta (17).

O artista, dois produtores e um traficante são investigados pela realização de um show no sábado (13), em uma escola pública no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Segundo a polícia, eles violaram um decreto municipal que proibiu aglomerações no carnaval e contribuíram com a disseminação do coronavírus, colocando em risco a vida de centenas de pessoas.

“Até agora eu não entendi o que eu fiz para estar passando por essa situação. Quero saber qual o crime que eu cometi. Subi no palco e cantei”, afirmou, ao sair da Cidade da Polícia, onde prestou depoimento.

Ele argumenta que o show foi legalmente contratado pela produtora Série Gold e questiona o fato de eventos culturais em outras regiões da cidade não terem sido alvo de investigação.

“Minha empresa recebeu o dinheiro. CNPJ com CNPJ”, acrescentou, após ser questionado de quem recebeu o pagamento pelo show. “Se eu não posso cantar para o público, a minha vida acabou”, afirmou ainda o cantor ao deixar o local.

Em nota, Belo e sua família afirmaram estar surpresos com a prisão preventiva do cantor. No texto, ele pede desculpas pelo show, mas questiona a decisão da Justiça.

“Ciente da gravidade da crise sanitária, Belo pede desculpas por ter se apresentado em uma aglomeração”, diz a nota.

Na nota, ele também questiona o fato de a prisão ter ocorrido após parecer contrário do Ministério Público (MP). Como o show foi realizado em uma escola estadual do Parque União e não teve autorização das autoridades de Saúde, a polícia também investiga a invasão ao colégio. Segundo investigadores, as salas de aula do Ciep 326 – Professor César Pernetta – foram utilizadas como camarotes.

Segundo a polícia, Belo e os demais investigados vão responder por quatro crimes: infração de medida sanitária, crime de epidemia, invasão de prédio público e associação criminosa.

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