Esclarecimentos

Ford só pode demitir funcionários após negociação coletiva, reafirma MPT

Em janeiro de 2021, a montadora de veículos anunciou o encerramento das atividades no Brasil. Na época, a expectativa era que cerca de mil pessoas deixassem de trabalhar.

A montadora Ford, que anunciou o encerramento das atividades no Brasil em janeiro, só pode demitir em massa após o encerramento das negociações coletivas, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT). Em nota assinada pelo Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF) do MPT, os procuradores informaram que a empresa só poderá dispensar os funcionários depois de esgotados todos os meios de discussões.Ford, Ford só pode demitir funcionários após negociação coletiva, reafirma MPTFord, Ford só pode demitir funcionários após negociação coletiva, reafirma MPT

O comunicado, informou o MPT, busca esclarecer a liminar do desembargador Edilton Meireles de Oliveira Santos, da Justiça do Trabalho da 5ª Região (Bahia). Segundo o GEAF, a liminar não deliberou sobre dispensas em massa. A decisão apenas esclareceu alguns pontos de sentença anterior da Justiça do Trabalho de Camaçari (BA), que havia exigido negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos.

De acordo com o MPT, a liminar autorizou a Ford a demitir individualmente os trabalhadores que tenham cometido justa causa e suspendeu a determinação de que a montadora apresente informações sobre toda a rede de contratos afetada pelo encerramento das atividades no Brasil. As demais exigências, informou a nota do GEAF, continuam valendo.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a ação que exigiu as negociações coletivas tem como objetivo minimizar o impacto social e econômico do fim da atividade da Ford no país. A Ford anunciou o fechamento de todas as fábricas no Brasil, no início de janeiro, depois de 101 anos no país.

Agência Brasil 

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Fechamento

A montadora de veículos Ford divulgou, em janeiro, que vai encerrar as atividades de produção de carros no Brasil. O motivo seria a redução das vendas no ano de 2020. A expectativa é que mais de 5 mil funcionários sejam desligados da empresa.

Com a divulgação do fim das atividades de produção no país, os carros da Ford vão precisar ser importados. Aqui no Brasil, a empresa possui fábricas nos estados da Bahia, São Paulo, e no Ceará.

Em nota divulgada, a organização disse que prevê impacto de US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes. Além disso, com a “baixa de créditos fiscais, depreciação acelerada e amortização de ativos fixos”, a Ford sofrerá impacto de US$ 1,6 bilhão.

Mesmo com o encerramento da produção, a montadora continuará com a sede administrativa da América do Sul (SP), o Campo de Provas, em Tatuí (SP) e o Centro de Desenvolvimento de Produto (BA).

“A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford, em nota publicada na página da empresa.

A partir de agora, os carros serão produzidos na Argentina, no Uruguai e em outros países. Os clientes que estão no Brasil também poderão ter acesso ao serviço de assistência ao consumidor.

“Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro”, afirmou Farley, em nota.

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