Denúncia

Deputados acionam TCU por churrascada com Skol Beats, picanha e cerveja por militares

Os parlamentares denunciaram o "uso de recursos com ostentação e superfaturamento" pelos militares em "churrascadas".

Os deputados do PSB na Câmara devem protocolar nesta sexta-feira (12) também no Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de investigação de compras pelas Forças Armadas de toneladas de picanha, milhares de litros de cerveja e dezenas de latas de Skol Beats, entre outros itens para churrasco.

Após acionarem a Procuradoria Geral da República (PGR), os parlamentares denunciaram na terça-feira (9) o “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” pelos militares em “churrascadas”.

O documento é assinado pelos deputados Elias Vaz (PSB-GO), Alessandro Molon (PSB-RJ), Denis Bezerra (PSB-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Camilo Capiberibe (PSB-AP),  Bira do Pindaré (PSB-MA) e Vilson da Fetaemg (PSB-MG).

“Está claro que há irregularidades. Em plena pandemia, o governo federal destinou milhões para a compra de itens totalmente desnecessários e com preços abusivos”, afirma Elias Vaz.

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Em um pregão eletrônico realizado em 2020 para o 38º Batalhão de Infantaria, foram adquiridas 500 garrafas da cerveja Stella Artois a R$ 9,05 cada. O batalhão adquiriu também três mil garrafas de Heineken, a R$ 9,80 cada. Já a 23ª Brigada de Infantaria de Selva foi agraciada com 3.050 garrafas de Eisenbahn, a R$5,99.

“Verifica-se que a maioria dos processos de compras desses produtos seguiu o procedimento da licitação. A Administração Pública, portanto, teve a coragem de mover a estrutura federal para conduzir certames com o objetivo de comprar grande quantidade de cerveja”, argumentam os autores.

O Comando do Exército foi o que mais comprou picanha. Os dados do Portal da Transparência mostram que o órgão adquiriu 569,2 toneladas da carne. A Marinha adquiriu 88 toneladas. No total, 76 processos licitatórios garantiram a compra de 714 toneladas do corte.

Para a Diretoria de Abastecimento da Marinha, o valor da picanha foi de R$ 84,14 o quilo.

Ainda de acordo com os deputados, foram adquiridos 13.670 quilos da carne. Em outro,62.370 kg de miolo da alcatra foram comprados por R$ 82,37 o quilo.

“A compra desse produto não é crível em tempos de crise financeira, uma vez que este não é um corte para se comer no dia a dia diante de sua especialização e preço”, escrevem os autores da representação.

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