Confusão

Deputado Orlando Silva chama congressistas do Novo de ‘Guedes Boys’ e causa bate-boca

Discussão ocorreu durante sessão do plenário que aprovou o texto que dá autonomia ao Banco Central.

O deputado federal e ex-ministro Orlando Silva (PC do B) durante sessão realizada na quarta-feira, 10 de fevereiro, chamou os deputados do Novo de “Guedes boy”, causando um grande bate-boca. A declaração veio durante a votação do texto que dá autonimia ao Banco Central.

Silva afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi até a Cãmara para pressionar os deputados para aprovar a resolução, que é defendida pelo governo. A assessoria do ministro nega que isso Guedes teria ido ao plenário.

“Eu lamento que o Novo tenha assumido a posição de ‘Guedes boys’. Porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, andou aqui pelo plenário, e mudou a posição e orientação de alguns partidos”, declarou Orlando.

O deputado federal Paulo Ganime (Novo-RJ) rebateu Orlando Silva, afirmando que o deputado estaria mentindo ao dizer que Paulo Guedes estaria no plenário.

“Quem está em casa não está vendo o que está acontecendo aqui no plenário. Então é um absurdo um deputado falar mentira dizendo que o Paulo Guedes está aqui no plenário”, disse Ganime.

No momento do bate-boca, o texto-base já tinha sido aprovado, mas destaques-trechos ainda estavam sendo analisados.

Confira o momento da discussão:

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Aprovação no Senado

O Plenário do Senado aprovou no dia 3 de novembro de 2020, o substitutivo do senador Telmário Mota (Pros-RR) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 19/2019, que estabelece mandatos estáveis e requisitos para nomeação e demissão do presidente e dos diretores do Banco Central, bem como vedações aos ocupantes dos cargos.

“Há quase 30 anos esta Casa vem tentando votar essa matéria, a ponto que ela chegou agora, eu entendo, extremamente amadurecida. É no poder-dever de assegurar a estabilidade de preços que o Banco Central encontra sua missão institucional por excelência. Mas o Banco Central deve atuar não apenas em busca da estabilidade e eficiência do sistema financeiro e da suavização das flutuações do nível de atividade econômica, mas também, na medida de suas possibilidades, para fomentar o pleno emprego”, disse Telmário.

O projeto é de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM). O texto também confere autonomia formal ao BC, para que execute suas atividades essenciais ao país sem sofrer pressões político-partidárias.

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