Investigação

Covidão: Ex-secretário de Saúde é alvo de operação da Polícia Federal

A força-tarefa investiga suspeitas de direcionamento na escolha do fornecedor dos EPIs e de superfaturamento — alguns itens foram comprados pelo triplo do preço de mercado.

Nesta quarta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou a operação DESMASCARADOS, que investiga possível direcionamento de procedimentos de dispensa de licitação, no âmbito do *Hospital Universitário Gaffrée e Guinle – HUGG/UNIRIO, para aquisição de equipamentos de proteção individual – EPI durante a Pandemia de COVID 19, bem como de desvio do dinheiro público, mediante sobrepreço desses materiais. Segundo A PF, Fernando Ferry, ex-secretário de Saúde do RJ, é alvo da operação.

A ação de hoje conta com a participação de 30 policiais federais, que cumprem cinco mandados de busca e apreensão, nas cidades do Rio de Janeiro (Tijuca, Maracanã e Jacarepaguá) e Duque de Caxias. Os mandados foram expedidos pela 05ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

As suspeitas de irregularidades estão consubstanciadas em documentos elaborados pelo setor de Auditoria da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH e em relatório de fiscalização da CGU. As auditorias e as investigações indicam o favorecimento de determinado grupo de empresas que, para cometimento dos delitos, contavam com a conivência de funcionários públicos.

Em apenas uma Dispensa de Licitação, no valor de R$ 1,2 milhão, para a aquisição, dentre outros itens, de 6.500 máscaras e 6.500 aventais, foi apurado que foram cobrados valores, pelos preços individuais, respectivamente, de R$ 47,80 e R$ 49,50. Todavia, tais itens foram cotados em Chamamento Público da EBSERH, respectivamente, em R$ 12,50 e R$ 15,00.

Neste caso, a CGU apontou sobrepreço no valor de R$ 650.270,00, e um superfaturamento, de R$ 398.444,00, além de fortes indícios da montagem do processo realizada pelo Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Além disso, apura-se que, provavelmente, o quadro societário das empresas beneficiadas seja integrado por “laranjas”.

Os investigados respondem pela prática dos delitos de organização criminosa, peculato e fraudes em licitação.

Da redação do Portal com informações da Polícia Federal

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No Pará

Alvo de três operações para investigar desvios de dinheiro em contratos na área de Saúde de 2020, a Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o governador do estado do Pará, Helder Barbalho (MDB). O pedido está ligado a operação Para Bellum, deflagrada no mês de junho que investigou a compra de respiradores por mais de R$ 50 milhões. O equipamento tem o objetivo de ajudar pessoas que precisam de ajuda para respirar por conta da Covid-19.

O governador nega as acusações. A polícia também já indiciou outros investigados na operação e solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) uma autorização para também indiciar o gestor estadual.

De acordo com a PF, a gestão estadual teria direcionado o contrato de compra dos equipamentos em questão, mas sem licitação e com o pagamento adiantado de 50% do valor ofertado. No ano passado, depois de divulgar a operação o órgão de segurança afirmou que os crimes que estão sendo investigados incluem falsidade documental e ideológica, corrupção passiva e fraude a licitação.

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