Requerimento

OAB solicita acesso às mensagens sobre Lula hackeadas de Moro e Dallagnol

As conversas, que supostamente discutiam estratégias jurídicas contra o ex-presindente, foram obtidas por meio da Operação Spoofing, da Polícia Federal.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da segunda-feira, 8 de fevereiro, acesso as mensagens da Operação Spoofing sobre o ex-presidente Lula.

A medida foi proposta pela conselheira da OAB no Distrito Federal, Daniela Texeira, sendo aprovada por unanimidade pelo conselho da entidade.

O ministro do supremo, Ricardo Lewandowski, autorizou em janeiro que a defesa de Lula tivesse acesso as mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro, Deltan Dallangnol e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

Parte dessas conversas, que foram feitas por aplicativos de mensagem como WhatsApp e Telegram, foram divulgadas em uma séries de reportagens chamada Vaza Jato, do Intercept Brasil.

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Acesso de Lula as mensagens hackeadas

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (28) que a 10ª Vara Federal de Brasília compartilhe com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as mensagens colhidas na Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de diversas autoridades da República por um grupo de hackers.Lewandowski, Lewandowski ordena que Lula tenha acesso a mensagens hackeadas da Lava JatoLewandowski, Lewandowski ordena que Lula tenha acesso a mensagens hackeadas da Lava Jato

A defesa de Lula pediu acesso às mensagens alegando que nelas há diferentes menções aos processos contra o ex-presidente na Operação Lava Jato, conforme série de reportagens da imprensa.

Nas conversas, há por exemplo trocas de mensagens entre o ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sergio Moro, antigo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação.

Os advogados de Lula alegam ser necessário ter acesso ao teor do inquérito da Spoofing para identificar a possível parcialidade na condução dos processos contra o ex-presidente.

“Diante da verossimilhança da alegação e tendo em conta o direito constitucional à ampla defesa, defiro, por enquanto, sem prejuízo de providências ulteriores”, afirmou Lewandowski.

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