Críticas

Rodrigo Maia sobre ACM Neto: “Foi desleal, comigo e mostrou que não tem caráter”

“Um amigo de 20 anos entregou na bandeja nossa cabeça ao Palácio”, afirmou o ex-presidente da Câmara para o presidente do Democratas.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia criticou o presidente do DEM, ACM Neto, no qual afirmou ser “um amigo de 20 anos”, de traição por não apoiar o nome de Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pelo comando da Câmara.

O apoio de ACM Neto foi um dos fatores para derrota do indicado de Maia para a eleição que foi vencida pelo candidato governista Arthur Lira (PP-AL).

“Mesmo a gente tendo feito o movimento que interessava ao candidato dele no Senado (Rodrigo Pacheco/DEM-MG), ele entregou a nossa cabeça numa bandeja para o Palácio do Planalto”, afirma o parlamentar.

Em entrevista publicada no “Valor” desta segunda-feira (8), Maia confirmou que irá pedir sua desfiliação do DEM ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “sem pressa ou briga”, porém, não adiantou para qual legenda deve migrar.

“Estarei num partido que será de oposição ao presidente Bolsonaro”, afirma.

PSDB, PSL e Cidadania já convidaram o parlamentar para integrar os seus quadros. Na noite deste domingo, Maia se reuniu com o governador de São Paulo, João Doria, em São Paulo.

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Ao “Valor”, Maia disse ainda que o movimento conduzido por ACM Neto, de aproximar o DEM do governo Bolsonaro, faz com que o partido volte para “extrema direita dos anos 1980”.

Ele ainda criticou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de trabalhar nos bastidores pela aproximação com os rivais durante o processo eleitoral na Câmara. “Foi um processo muito feio do Neto e do Caiado. Ficar contra é legítimo, falar uma coisa e fazer outra não. Falta caráter, né?”

Retrocesso do DEM

“Trabalhamos a mudança de posicionamento do então PFL até virar DEM em 1995 para tirar a pecha do DNA originário da Arena e se transformar num partido de fato de centro, centro-direita no máximo. O grande problema é que o partido voltou ao que era na década de 1980, para antes da redemocratização. O DEM decidiu majoritariamente por um caminho, voltando a ser de direita ou extrema-direita, que é ser um aliado do Bolsonaro. O projeto do DEM acabou. O Luciano Huck estava 90% resolvido a se filiar ao DEM, se decidisse ser candidato”.

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