Preconceito

“Lucas é o símbolo de tudo que o Brasil odeia, negro, pobre, periférico, artista, bissexual”, diz João Paulo

O deputado estadual João Paulo (PCdoB), publicou nas redes social um texto se manifestando sobre a repercussão do caso e disse que o Brasil é um país careta e hipócrita.

Lucas Koka Penteado, não suportou a pressão psicológica que sofreu desde o início da 21º temporada do reality show da Rede Globo, Big Brother Brasil. Lideranças políticas e sociais vêm lamentando o modo como o jovem foi tratado dentro do confinamento pelos colegas. Com sua desistência do jogo, as manifestações têm sido de acolhida, não só pela audiência do programa, como por militantes negros, estudantis e políticos.

O deputado estadual João Paulo (PCdoB), publicou nas redes social um texto se manifestando sobre a repercussão do caso. 

“Lucas é o símbolo de tudo que o Brasil odeia. Negro, pobre, periférico, artista, bissexual, cheio de opinião e vontade de mudar as coisas”, escreveu.

O comunista também desejou força ao jovem ao afirmar que é de gente feita de sentimento e verdade que virá a mudança no Brasil, segundo o político, um país careta e hipócrita.

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Conhecido pelo ativismo negro, como membro da escola de samba Vai-vai no bairro da Bela Vista (centro de São Paulo), como poeta de Slam de Hip-Hop na Praça Roosevelt, pela liderança estudantil durante a ocupação da escola estadual Caetano de Campos, também no centro de São Paulo, além da participação destacada na novela Malhação, como ator.

Lucas vem sendo assediado moralmente desde que propôs uma aliança dos participantes negros para chegar à final do game show, mesmo tendo se desculpado pela proposta mal recebida pelos colegas.

Lucas foi expulso da mesa de refeições, foi isolado do convívio com os colegas, tem sido vetado em todas as disputas por prêmios, sistematicamente atacado verbalmente, ameaçado fisicamente, além de sofrer constante chacota de um grande grupo de colegas de confinamento.

Toda manifestação do participante para se redimir com os colegas é tratada com ironia e desprezo, inclusivo por aqueles que se beneficiaram de sua ajuda e foram considerados seus ídolos. Ele foi atacado até por opiniões progressistas que expressou, como a defesa da vereadora carioca assassinada Marielle Franco (PSol).

Da redação do Portal com informações do Vermelho

  

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