Denunciado

Governador do Pará é indiciado pela PF por suspeita de compra irregular de respiradores

O pedido está ligado a operação Para Bellum, deflagrada no mês de junho que investigou a compra dos equipamentos por mais de R$ 50 milhões.

Alvo de três operações para investigar desvios de dinheiro em contratos na área de Saúde de 2020, a Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o governador do estado do Pará, Helder Barbalho (MDB). O pedido está ligado a operação Para Bellum, deflagrada no mês de junho que investigou a compra de respiradores por mais de R$ 50 milhões. O equipamento tem o objetivo de ajudar pessoas que precisam de ajuda para respirar por conta da Covid-19.

O governador nega as acusações. A polícia também já indiciou outros investigados na operação e solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) uma autorização para também indiciar o gestor estadual.

De acordo com a PF, a gestão estadual teria direcionado o contrato de compra dos equipamentos em questão, mas sem licitação e com o pagamento adiantado de 50% do valor ofertado. No ano passado, depois de divulgar a operação o órgão de segurança afirmou que os crimes que estão sendo investigados incluem falsidade documental e ideológica, corrupção passiva e fraude a licitação.

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Esclarecimentos

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello prestou depoimento à Polícia Federal na última quinta-feira, 4 de fevereiro, sobre a crise no sistema de saúde do Amazonas. Em janeiro deste ano, unidades hospitalares do Estado sofreram com a falta de oxigênio para o tratamento de pessoas com a Covid-19.

Pazuello prestou o seu depoimento no hotel de trânsito, onde reside em Brasília, por volta das 14h30. A expectativa era que o ministro fizesse uma cronologia sobre quando a pasta foi informada sobre a falta de oxigênio e se aconteceu negligências.

O conteúdo do depoimento de Pazuello está em sigilo. A partir desse procedimento, a PF terá 60 dias para concluir a investigação.

“O ministro detalhou todas as ações realizadas e as que estão em andamento no
Amazonas para atender a população e combater a covid-19”, afirmou a
assessoria do Ministério

O depoimento do ministro da Saúde, segundo informações da imprensa, durou mais de 4 horas.

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