Contrários

Médicos da Argentina se negam a realizar abortos após legalização de procedimento

Os profissionais de saúde utilizam a "Objeção de Consciência", conceito do Código de Ética da Medicina que lhes permitem recusar atendimento por causa de seus valores éticos.

Metade dos médicos obstetras e gineocologistas do hospital argentino Alberto Antranik Eurnekian Zonal se recusam a realizar abortos em mulheres que solicitam o atendimento. O hospital público é um dos maiores da Argentina.

Para negar o atendimento, os médicos se fazem valer da “Objeção de Consciência”, um conceito no Código de Ética da Medicina que permite que os profissionais da saúde possam negar atendimento caso fira seus valores éticos, sem que o paciente tenha sua saúde negligenciada. O atendimento é obrigatório apenas quando a vida da mãe estiver em risco.

O aborto na Argentina foi legelizado após o Senado argentino aprovar no final de 2020, a lei que permite que qualquer mulher possa fazer o procedimento até o 14° mês de gravidez. Não é preciso qualquer tipo de justificação ou autorização da Justiça, apenas em casos em gravidas de 16 anos, que são consideradas aptas a abortar, precisam da autorização dos pais ou responsáveis.

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Opinião dos brasileiros

O Instituto Paraná Pesquisas realizou um levantamento que apontou que 79% dos brasileiros são contra a legalização do aborto no Brasil. O resultado da pesquisa foi divulgado na última segunda-feira, 25 de janeiro, com dados coletados entre os dias 12 e 16 de janeiro. Ao todo, foram entrevistados mais 2 mil cidadãos  com mais de 16 anos em todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Os números também revelaram que 16,6% dos entrevistados se declararam a favor e 4,4% não souberam responder a pesquisa. O levantamento também mostrou que a taxa de rejeição foi maior entre os homens, totalizando 82,6%. Já as mulheres, de acordo com o resultado das pesquisas, mostrou que 75,8% das brasileiras são contra a interrupção da gravidez.

O apoio ao aborto legal é maior entre os jovens. De acordo com a pesquisa, 21,7% dos jovens entre os 16 aos 24 anos. Já a posição a favor do aborto entre as pessoas com idades a partir de 60 anos caiu para 12,3%.

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